Commodities Agrícolas

18/06/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
Demanda preocupa Os preços do cacau cederam ontem pelo terceiro pregão consecutivo na bolsa de Nova York. Os papéis para setembro fecharam em baixa de US$ 38, a US$ 2.215 por tonelada. Segundo a Dow Jones Newswires, o tamanho reduzido do cacau vindo da Costa do Marfim (maior fornecedor mundial) vinha ajudando a manter os preços próximos do maior nível em cinco meses em maio, mas não foi o suficiente para manter uma trajetória ascendente, por conta de preocupações em relação à demanda. "Nós ainda temos uma expectativa favorável para a safra intermediária [da África]
 
", afirmou Hector Galvan, analista da corretora R.J. O'Brien, à agência de notícias. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o valor médio da arroba ficou em R$ 70,63, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Clima mais úmido A melhora do clima nas regiões produtoras de laranja da Flórida (que detém o segundo maior pomar de citros do mundo) pressionou ontem os preços do suco em Nova York. Os papéis para setembro encerraram em queda de 85 pontos, a US$ 1,4640 por libra-peso. Previsões da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), reproduzidas pela Dow Jones Newswires, indicam que a Flórida terá um tempo mais úmido na última semana de junho. O clima seco no inverno causou danos aos pomares americanos de laranja, por ter colaborado com a proliferação do greening, uma doença bacteriana. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu estável, a R$ 6,36, segundo o Cepea/Esalq.
 
Movimento técnico Os preços do algodão sofreram um tombo na sessão passada na bolsa de Nova York, em função de um movimento técnico. Os contratos com vencimento em outubro encerraram em queda de 160 pontos, a 89,04 centavos de dólar por libra-peso. Sharon Johnson, especialista em algodão da Knight Futures, disse à agência Dow Jones Newswires que os traders parecem ter liquidado posições, depois que opções de compra foram exercidas na semana passada. O instrumento concede aos agentes a opção, mas não a obrigação, de comprar ou vender futuros a um preço determinado, em uma data determinada. No oeste da Bahia, a arroba da pluma ficou em R$ 61,00, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Estoques enxutos O milho voltou a avançar ontem na bolsa de Chicago, em função dos temores com os estoques apertados nos EUA e de compras baseadas em análises técnicas, depois que o grão superou as altas da semana passada. Assim, os papéis para setembro fecharam em alta de 7 centavos, a US$ 5,7875 por bushel. A demanda firme colaborou para dar sustentação às cotações. Ontem, o Departamento de Agricultura americano (USDA) informou que os embarques de milho do país subiram 121% na semana encerrada em 13 de junho, na comparação com os sete dias anteriores, para 359,3 mil toneladas. Em Sorriso (MT), a saca de 60 quilos ficou em R$ 10,70 para compra e em R$ 11,90 para venda, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
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