Commodities Agrícolas

27/06/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
Sem furacões no mapa Os preços do suco de laranja voltaram a desabar ontem em Nova York, diante da ausência de ameaças climáticas à Flórida (segundo maior produtor mundial) e da demanda americana fraca. Os contratos para setembro fecharam em queda de 640 pontos, a US$ 1,2780 por libra-peso. Na sessão anterior, as cotações já haviam recuado 4,3%. Apesar da temporada de furacões nos EUA ter começado em 1º de junho, os agentes liquidaram apostas de que os preços subiriam, já que os mapas não apontam a ocorrência do fenômeno no curto prazo. Art Liming, do Citigroup, disse à Dow Jones Newswires que as preocupações devem aumentar a partir de 15 de julho. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias ficou estável, a R$ 6,57, segundo o Cepea/Esalq.
 
Dólar pesa Depois de subir mais de 2% na terça-feira, o algodão recuou ontem em Nova York. Os contratos para entrega em outubro encerraram em queda de 66 pontos, a 85,29 centavos de dólar por libra-peso. A valorização do dólar ante uma cesta de moedas (o que torna mais cara a aquisição da commodity por estrangeiros) contribuiu para reduzir o interesse de compra das indústrias. Contudo, em nota reproduzida pela Dow Jones Newswires, a consultoria FCStone destacou que o plantio da safra 2013/14 nos EUA segue atrasado e que as condições das lavouras não estão tão boas quanto no ano passado, o que pode voltar a sustentar os preços. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o algodão com pagamento em 8 dias ficou em R$ 2,0363 por libra-peso, em alta de 1,05%.
 
Oferta maior A expectativa de que a safra 2013/14 de soja dos Estados Unidos seja suficiente para recompor os estoques domésticos, prejudicados após a seca que derrubou a colheita do país no ciclo passado, voltou ontem a pressionar os preços da oleaginosa em Chicago. Os contratos com entrega em agosto fecharam em queda de 4 centavos, a US$ 14,2525 por bushel. Boa parte dos traders também tem optado por reduzir a exposição ao risco, diante da proximidade da divulgação do relatório trimestral de estoques e, sobretudo, da nova estimativa para a área plantada, que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) fará na sexta-feira. No Paraná, a saca de 60 quilos de soja foi negociada ontem a R$ 60,79, em média, queda de 0,31%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) do Estado.
 
Bons rendimentos Apesar dos temores de que o excesso de chuvas na China traga danos aos plantios de trigo do país, os relatos de que a produtividade das lavouras do cereal de inverno nos Estados Unidos está acima do esperado contribuíram, segundo a Dow Jones Newswires, para derrubar os preços da commodity nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os papéis com entrega em setembro encerraram em baixa de 8 centavos, a US$ 6,77 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento fecharam em queda de 7,25 centavos, a US$ 7,06 por bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos registrou uma valorização de 0,89%, cotada a R$ 40,61, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
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