Commodities Agrícolas

18/07/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
Moagem na Ásia O mercado futuro de cacau na bolsa de Nova York registrou ganhos ontem. Os contratos com vencimento em setembro subiram 0,87% (US$ 11), a US$ 2.309 por tonelada. A commodity reagiu positivamente ao aumento de 2% da moagem da Ásia no segundo trimestre. O volume processado da amêndoa no continente cresceu para 153,79 mil toneladas de abril a junho deste ano. O dado é importante para o mercado, pois é considerado um termômetro da demanda por chocolate. No primeiro trimestre de 2013, o processamento asiático havia caído 10,8% ante igual intervalo de 2012. No mercado interno de Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio do produto ficou em R$ 76,67 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau, aumento de 1,8% sobre o dia anterior.
 
Clima desfavorável Os preços do café atingiram ontem o maior nível em cinco semanas no mercado futuro de Nova York (ICE Futures US) diante da previsão de clima frio e chuvoso nas regiões cafeicultoras do Brasil e da valorização do real em relação ao dólar, que desestimula os embarques. Os contratos com vencimento em setembro fecharam em alta de 1,6% (200 pontos), a US$ 1,2795 por libra-peso, o maior valor para a posição mais líquida desde 10 de junho. "Parece que construímos um novo piso [para os preços]", afirmou à Dow Jones Newswires Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures. "Aparentemente, o interesse de venda se esgotou no momento". No mercado interno, o café de boa qualidade foi negociado por R$ 300 a R$ 305 a saca, segundo o Escritório Carvalhaes, de Santos (SP).
 
Efeito clima Pressionados pelo clima mais favorável para as lavouras de algodão do Texas, os contratos futuros de algodão recuaram pelo segundo dia consecutivo na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega para dezembro fecharam o pregão de ontem a 83,67 centavos de dólar por libra-peso, queda de 70 pontos ou de 0,8%. Trata-se da menor cotação de fechamento desde 24 de junho. A queda nos preços do algodão foi determinada pelo grande volume de chuvas sobre o oeste do Texas, maior produtor de algodão dos EUA, nos últimos dias, o que deve ajudar o desenvolvimento das lavouras. No mercado brasileiro, preço do algodão ficou estável, negociado a R$ 2,1503 por libra-peso, conforme o indicador Cepea/Esalq. No acumulado de julho, no entanto, o indicador aponta uma valorização de 3,88%.
 
Apostas na alta Os futuros de suco de laranja voltaram a subir ontem na bolsa de Nova York puxados por apostas de investidores de que há mais potencial para valorização. Os contratos para novembro encerraram a US$ 1,4480 a libra-peso, alta de 205 pontos. À Dow Jones Newswires, especialistas disseram que a falta de notícias do lado fundamental, no entanto, deixa a commodity mais suscetível à realização de lucros. "A recente tendência altista vem trazendo ao mercado o valor justo, mas o movimento tem sido rápido. O mercado tornou-se sobrecomprado e pode estar sujeito à liquidação longa", disse Sterling Smith, especialista do Citigroup, em Chicago. No mercado interno, o movimento foi inverso. O preço da laranja pera in natura caiu ontem 1,32%, para R$ 5,98 a caixa, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
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