22/07/2013
Commodities Agrícolas
Sem geadas?
Ainda que as previsões meteorológicas apontem quedas expressivas das temperaturas em regiões produtoras do Brasil nos próximos dias, o baixo risco de geadas fortes em Minas Gerais determinaram a queda das cotações do café arábica na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro encerraram a sessão em queda de 485 pontos, a US$ 1,2270 por libra-peso. A "agonia" dos cafeicultores brasileiros, assim, continua longe do fim, já que o espaço para valorizações expressivas continua limitado. Na semana passada, a cadeia produtiva voltou a cobrar medidas de apoio do governo federal. No mercado doméstico, a saca de 60,5 do café de boa qualidade ficou entre R$ 300 e 305, de acordo com informações do Escritório Carvalhaes, de Santos
Dólar e boicote
O dólar mais fraco colaborou para a sustentação das cotações do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) na sexta-feira na bolsa de Nova York. Ao mesmo tempo, o mercado acompanhou a movimentação de organizações de direitos civis dos EUA que querem boicotar produtos da Flórida - o maior Estado produtor de laranja dos EUA - em virtude da absolvição, pela Justiça, do vigia George Zimmerman, acusado de matar a tiros o jovem negro Trayvon Martin no ano passado. Nesse contexto, os contratos do FCOJ com vencimento em novembro fecharam a US$ 1,4475 por libra-peso, em alta de 160 pontos em relação à véspera. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias segue abaixo de R$ 7, conforme o Cepea/Esalq.
Ganhos em Chicago
Os contratos futuros de grãos fecharam o pregão de sexta-feira em Chicago sem direção clara, perto da estabilidade. A situação climática no Meio-Oeste americano, principal região produtora dos EUA, continua a ser o principal foco de atenção dos traders. Sob essa influência, os papéis da soja para entrega em setembro fecharam o pregão a US$ 13,26 por bushel, uma valorização de 9,75 centavos de dólar em relação à véspera. O mercado de soja ainda responde a duas lógicas. No curto prazo, o mercado físico nos EUA continua forte, graças à escassez da oferta, enquanto os vencimentos mais distantes já refletem a tendência de recomposição. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu por R$ 60,76, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
Alta moderada
A boa demanda externa por trigo produzido nos Estados Unidos sustentou as cotações do cereal nas principais bolsas do país na sexta-feira. Embalados pela confirmação de uma compra de 120 mil toneladas fechada por um importador da China, os contratos futuros para dezembro subiram 2,25 centavos de dólar em Chicago e fecharam a US$ 6,7525 por bushel. Na bolsa de Kansas, onde é negociado um trigo de melhor qualidade, o mesmo vencimento registrou valorização de 1,50 centavo de dólar e encerrou a sessão a US$ 7,1750 por bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos do produto permaneceu, em média, por R$ 41,37, de acordo com informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.