Commodities Agrícolas

23/07/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
Chuvas no Brasil O açúcar registrou ontem a maior cotação em duas semanas na bolsa de Nova York. Os contratos do produto bruto para entrega em março fecharam em alta 11 pontos, a 17,09 centavos de dólar por libra-peso. O mercado de açúcar tem sido sustentado pelas chuvas que interromperam o processo de colheita e moagem da cana-de-açúcar em algumas regiões produtoras no Brasil. A ligeira queda do dólar em relação ao real também ajudou a sustentar as cotações. Apesar disso, o cenário ainda é predominantemente baixista para os preços diante dos enormes excedentes globais de produção. De acordo com a Organização Internacional do Açúcar, o mundo deve encerrar a temporada 2012/13 com um superávit de 10 milhões de toneladas.
 
Mercado climático Os preços do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) atingiram ontem o maior nível em cinco semanas em Nova York. Os contratos para entrega em novembro fecharam em alta de 135 pontos, cotados a US$ 1,4610 por libra-peso. A commodity foi puxada por compras de especuladores, que apostam na tendência de alta dos preços antes do pico da temporada de furacões no Atlântico Norte - uma ameaça aos pomares da Flórida. Analistas avaliam, porém, que o mercado tem pouco espaço para subir diante da demanda fraca nos Estados Unidos, maior consumidor mundial do produto. No mercado físico brasileiro, a laranja pêra para indústria foi cotada ontem a R$ 5,90 a caixa em Jaboticabal, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA) de São Paulo.
 
Pouca chuva Os preços da soja subiram ontem no mercado futuro de Chicago. Os contratos com vencimento em setembro encerraram o dia a US$ 13,4875 por bushel, em alta de 22,75 centavos. O mercado repercutiu a preocupação com o volume de chuvas abaixo do esperado no Estado de Iowa, um dos maiores produtores do grão nos Estados Unidos, durante o último fim de semana. A preocupação é que a condição adversa prejudique o desenvolvimento das lavouras da safra 2013/14. A disputa aquecida pelos pequenos volumes de soja remanescentes da safra passada no mercado americano também deu sustentação ao mercado. No Paraná, o preço da saca de soja subiu 0,67% ontem, para R$ 61,17, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria de Agricultura do Estado.
 
Nova queda Os preços do milho voltaram a cair ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em dezembro (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam o dia a US$ 4,98 por bushel, em baixa de 2,75 centavos. A commodity segue pressionada pela promessa de uma colheita recorde nos Estados Unidos, reforçada pela perspectiva de clima favorável para o cinturão agrícola nos próximos dias. Só na semana passada, a commodity acumulou desvalorização de mais de 8% na bolsa americana. No mercado interno, o preço do milho ficou sustentado ontem. No Paraná, a cotação média subiu 0,64%, a R$ 18,77 por saca, segundo o Departamento de Agricultura Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Estado.
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