24/07/2013
Commodities Agrícolas
Frente fria Em meio à preocupação com o clima, os preços do café voltaram a subir ontem na bolsa de Nova York. Os contratos de arábica com entrega em setembro fecharam em alta de 90 pontos ou 0,6%, a US$ 1,2875 por libra-peso. Especuladores que apostavam na queda dos preços liquidaram parte de suas posições diante da possibilidade de geadas nos próximos dias em partes do cinturão cafeeiro no Brasil. A queda do dólar em relação ao real, que reduz a rentabilidade das exportações brasileiras, também pode ter favorecido a alta dos preços. Apesar disso, o cenário ainda é predominantemente baixista para a commodity. Brasil e Colômbia, os dois maiores produtores mundiais de arábica, colhem safras cheias neste ano. O indicador Cepea/Esalq para o preço do café em São Paulo caiu 0,59%, a US$ 2,9042 por libra-peso.
Demanda em baixa O preço do suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) sofreu forte queda ontem na bolsa de Nova York. Em dia de poucos negócios, os contratos com vencimento em novembro (a segunda posição da entrega, normalmente a mais negociada) recuaram 410 pontos ou 2,8%, a US$ 1,42 por libra-peso. O mercado repercutiu a preocupação com a demanda americana. De acordo com números divulgados na segunda-feira pelo Departamento de Cítricos da Flórida, as vendas de suco de laranja nos Estados Unidos - de longe, o maior consumidor mundial do produto - caíram para o menor patamar em mais de uma década nas quatro semanas encerradas em 6 de julho. Em São Paulo, o mercado spot da laranja pêra para a indústria segue parado, com a caixa de 40 quilos cotada a R$ 6,83, segundo o Cepea.
Vendas chinesas Os preços da soja voltaram a cair ontem no mercado futuro de Chicago. Os contratos com vencimento em novembro (a posição mais negociada no momento) encerraram a sessão a US$ 13,24 por bushel, em baixa de 24,75 centavos ou 2,2%. As cotações foram pressionadas por boatos de que a China liberou até 3 milhões de seus estoques de reserva para comercialização no mercado interno (que alivia a pressão sobre os escassos estoques americanos) e pelas chuvas que favorecem o desenvolvimento das lavouras ao longo do Meio-Oeste dos Estados Unidos. Vendas baseadas em indicadores técnicos também pesaram sobre as cotações da commodity. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço da soja em Paranaguá (PR) subiu 0,36%, para R$ 71,83 a saca de 60 quilos.
Queda livre Os preços do milho caíram ontem para o menor patamar em mais de dois anos e meio na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em dezembro, atualmente os mais negociados, fecharam em baixa de 12,50 centavos (2,5%), a US$ 4,8550 por bushel, a menor cotação desde 4 de outubro de 2010. Segundo analistas, fundos e especuladores liquidaram cerca de 15 mil contratos com os quais apostavam na alta dos preços diante das perspectivas favoráveis para a colheita nos Estados Unidos. A meteorologia prevê chuvas e clima ameno em boa parte do Meio-Oeste americano nas próximas duas semanas, durante a polinização das lavouras. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço do milho entregue em Campinas recuou 0,82%, para R$ 24,32 a saca.