01/08/2013
Commodities Agrícolas
Influência do câmbio As cotações do café arábica recuaram ontem pela quarta sessão consecutiva na bolsa de Chicago, pressionadas pelo ganho de força do dólar ante o real. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam em baixa de 165 pontos, para US$ 1,2130 por libra-peso. A valorização da moeda americana em relação à brasileira estimula as vendas por parte dos produtores do Brasil, país que é o maior fornecedor mundial do grão. As preocupações com o clima nas regiões produtoras brasileiras, depois da onda de frio e geadas na semana passada, também começam a se dissipar, o que contribui para que os preços cedam. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 300,00 e a máxima de R$ 305,00, segundo o Escritório Carvalhaes.
Pressão do dólar O fortalecimento do dólar em relação a uma cesta de moedas pesou ontem sobre o suco de laranja na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em novembro encerraram em queda de 170 pontos, cotados a US$ 1,4410 por libra-peso. A valorização do dólar torna mais cara para estrangeiros a aquisição de commodities negociadas na moeda americana. Além disso, apesar de os EUA estarem em meio à temporada de furacões, não há (ao menos até o momento) nenhum dano causado pelo fenômeno climático às lavouras da Flórida, Estado americano que detém o segundo maior pomar de citros do mundo. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias ficou estável, a R$ 6,89, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
Oferta enxuta A oferta apertada de milho no mercado físico dos EUA voltou ontem a sustentar os preços da commodity em Chicago. Os papéis para dezembro encerraram com um ganho de 1,50 centavo, a US$ 4,79 por bushel. Diante da escassez do grão, os compradores americanos ofereciam ontem um prêmio R$ 1,20 por bushel acima dos contratos para setembro em Chicago, alta de US$ 0,22 ante o dia anterior. Porém, as boas perspectivas para a safra 2013/14 de milho nos EUA, que começa em 1º de setembro, mantêm as chances de novas quedas de preços. Ainda assim, Stefan Tomkiw, analista do Jefferies Bache, em Nova York, crê que a commodity se sustente no patamar de US$ 4 por bushel. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos ficou estável, a R$ 24,22.
Demanda aquecida A firmeza da demanda para exportação do trigo americano, especialmente por parte da China, segue a dar sustentação à commodity nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes para dezembro fecharam em alta de 9,25 centavos, a US$ 6,77 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento subiram 8,75 centavos, para US$ 71,17 por bushel. Contudo, os ganhos do trigo são limitados pelas condições favoráveis ao avanço da safra de milho nos EUA. As duas commodities são substitutas no segmento de ração animal e uma ampla colheita americana de milho tende a pressionar os preços do trigo. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal foi negociado a R$ 42,92, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral).