12/08/2013
Commodities Agrícolas
Forte queda A diluição do risco de ameaças climáticas aos pomares de laranja da Flórida, Estado americano que detém o segundo maior parque citrícola do mundo, voltou a contribuir para a queda dos preços da commodity na sexta-feira em Nova York. E as perdas foram significativas. Os contratos com vencimento em novembro fecharam a US$ 1,3420 por libra-peso, em baixa de 425 pontos sobre a véspera. Os EUA estão em plena temporada de furacões, mas nenhum dano causado às lavouras de laranja foi registrado até agora. Segundo Joe Nikruto, da corretora R.J. O'Brien, uma rolagem de posições colaborou para a queda. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias segue abaixo de R$ 7, segundo o Cepea/Esalq. O valor não cobre o custo de produção.
Ajuste de posições Ajustes de posições antes da divulgação do novo relatório de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), marcada para segunda-feira, empurraram os preços dos principais grãos negociados na bolsa de Chicago para baixo na sexta-feira. No mercado de soja, os papéis para entrega em setembro encerraram o pregão a US$ 12,1850 por bushel, em baixa de 9,25 centavos de dólar. Apesar de o ajuste ter provocado a queda, traders trabalham com a possibilidade de que o USDA corte sua estimativa para a safra 2013/14 nos EUA para 90 milhões de toneladas. No oeste baiano, a saca de 60 quilos do grão saiu por R$ 54,50 no mercado balcão, conforme informações da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Clima favorável Também pressionadas por ajustes de posições pré-USDA, como a soja (ver ao lado), as cotações do milho recuaram na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 4,5325 por bushel, em baixa de 6,50 centavos de dólar. Traders realçaram que as condições climáticas favoráveis à atual safra dos Estados Unidos voltaram a contribuir para a baixa, como tem acontecido nos últimos meses. Mapas meteorológicos indicam temperaturas abaixo da média e bom nível de umidade na maior parte do cinturão de produção americano. No Paraná, a saca 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 17,29, de acordo com levantamento realizado do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
Na esteira do milho Pressionadas sobretudo pela queda das cotações do milho (ver ao lado), as cotações do trigo não resistiram e também recuaram na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os papéis para entrega em dezembro encerraram a sessão negociados a US$ 6,4725 por bushel, uma retração de 6,50 centavos de dólar. Traders destacaram que a queda foi limitada pela aquecida demanda pelo cereal americano. Na semana encerrada em 1º de agosto, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), foram exportadas 726,2 mil toneladas. No Paraná, a saca de 60 quilos do produto saiu por R$ 45,12, em alta de 1,1%, de acordo com levantamento realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.