Commodities Agrícolas

19/09/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
Suporte cambial Depois de cair ao menor nível em mais de uma semana na terça-feira, o preço do açúcar demerara se recuperou ontem na bolsa de Nova York, puxado pela desvalorização do dólar em relação ao real. Os contratos com vencimento em março fecharam em alta de 8 pontos, a 17,48 centavos de dólar por libra-peso. O dólar caiu ontem para o menor patamar em quase três meses em relação à moeda brasileira. O movimento torna menos rentáveis e, portanto, desestimula as exportações do Brasil, o que dá sustentação às cotações internacionais do açúcar. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial da commodity. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal entregue em São Paulo subiu 0,53%, a R$ 45,24.
 
Sem furacão O suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) caiu ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em janeiro recuaram 80 pontos, para US$ 1,2765 por libra-peso. Segundo analistas, o mercado continua a liquidar parte do prêmio de risco climático acumulado antes do início da temporada de furacões na costa leste americana, uma vez que nenhuma ameaça aos pomares da Flórida se materializou até o momento. O Estado tem a segunda maior produção de cítricos do mundo. O período propício para a formação de furacões e tempestades tropicais na região se estende até o mês que vem. No Brasil, a laranja pêra in natura subiu 5,39% ontem, para R$ 10,17 por caixa de 40 quilos, no mercado spot de São Paulo, segundo o Cepea/Esalq.
 
Chuva indesejável As cotações do algodão subiram ontem ao maior nível em mais de quatro semanas na bolsa de Nova York. Os contratos para entrega em dezembro fecharam em alta de 110 pontos, a 85,54 centavos de dólar por libra-peso. A previsão de chuvas pesadas no sul dos Estados Unidos aumentou os temores em relação ao tamanho da próxima safra americana, que já se previa ser a menor em pelo menos quatro anos. O excesso de umidade no campo prejudica a qualidade da pluma. A condição das lavouras americanas vem piorando nas últimas semanas, com 24% delas classificadas como "ruins" ou "muito ruins" na medição oficial do dia 15. No oeste da Bahia, a arroba da pluma foi negociada a R$ 68,78, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Efeito China Os preços da soja tiveram leve alta ontem. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em janeiro fecharam com valorização de 7,25 centavos, a US$ 13,5025 por bushel. Segundo analistas, o mercado foi sustentado por dados positivos no lado da demanda. Pela manhã, o governo americano reportou que exportadores privados fecharam na terça-feira a venda de 1,9 milhão de toneladas do grão para a China, com entrega até agosto de 2014. Foi a quinta maior venda de soja americana da história para um único dia. Segundo o analista da Newedge USA, Daniel D'Ávila, compras especulativas também ajudaram a puxar as cotações. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço da soja entregue em Paranaguá caiu 1,56%, para R$ 73,68 por saca de 60 quilos.
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