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07/10/2013

Commodities Agrícolas

 

Safra volumosa

A cotação do café cedeu na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os contratos com vencimento em março de 2014 fecharam com recuo 95 pontos, para US$ 1, 1755 a libra-peso. "Achamos que o café está bastante valorizado nesse nível", disse Chris Narayanan, diretor de pesquisa em commodities agrícolas do Société Générale, em Nova York. Para ele, qualquer dano com a ferrugem do café na América Central deve ser compensado pela recuperação da produção dos cafezais na Colômbia e pelo fato de que a temporada 2014/15 será de alta produtividade no ciclo bianual da cultura no Brasil. No mercado interno brasileiro, o indicador para o café arábica Cepea/Esalq ficou em R$ 255,10 por saca de 60 quilos na sexta-feira, uma queda de 2,53% em relação ao dia anterior.

Clima preocupa

O cacau operou em baixa durante boa parte do pregão de sexta-feira na bolsa de Nova York, mas as cotações reagiram antes do fechamento. Os contratos para março de 2014 fecharam em alta de 0,96% (US$ 25), a US$ 2.617 por tonelada. "Com a colheita principal prestes a entrar no mercado, o risco de uma liquidação [de posições] adicional por parte dos fundos é bastante alto no momento", disse Sterling Smith, analista do Citigroup em Chicago. Ainda assim, os agentes seguem preocupados com a recente seca que atingiu o oeste da África, onde se concentram os principais fornecedores mundiais de cacau. No mercado interno de Ilhéus e Itabuna, o preço médio da amêndoa está entre R$ 85 e R$ 88 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Incerteza nos EUA

As incertezas quanto à produção de soja nos EUA voltaram a influenciar o mercado do grão na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em janeiro subiram 6 centavos de dólar na sexta-feira, a US$ 12,95 o bushel. Especialistas afirmam que ainda há uma preocupação em relação à soja do ciclo 2013/14, que está em fase de colheita. Reforçou o movimento de alta a percepção de que as chuvas que atingem o Meio-Oeste americano podem retardar a colheita da oleaginosa nos Estados Unidos. Na sexta-feira, a Informa Economics divulgou projeções de que a produção vai alcançar 3,176 bilhões de bushels na atual temporada, abaixo do esperado pelo mercado. O indicador Cepea/Esalq para o grão no Paraná teve alta de 1,91%, a R$ 71,62 a saca de 60 quilos.

Dia de correções

Em um dia de poucos negócios, as cotações do suco de laranja avançaram na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos para janeiro encerraram o pregão em alta de 155 pontos, a US$ 1,2910 a libra-peso, em um movimento de correção, após três sessões consecutivas de queda. A tempestade tropical Karen perdeu força no Golfo do México e não deve se transformar em um furacão. Além disso, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA, o fenômeno não está a caminho da Flórida, responsável pela segunda maior produção mundial de laranja. Contudo, a temporada de furacões segue até 30 de novembro nos EUA, por isso eventuais danos às lavouras da Flórida não estão descartados. No mercado interno, a laranja para a indústria recuou 0,13%, a R$ 7,70 a caixa, segundo Cepea/Esalq.

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