Commodities Agrícolas
Teto em seis meses
As cotações do açúcar demerara voltaram ontem a alcançar o maior patamar em mais de seis meses na bolsa de Nova York, como já havia acontecido na semana passada. Os contratos com vencimento em maio fecharam a 18,48 por libra-peso, ganho de 11 pontos. O suporte é oferecido pelas chuvas em regiões produtoras do Brasil, maior produtor e exportador mundial da commodity, que alimentam tensões nesta reta final da colheita no Centro-Sul do país. O excesso de umidade atrapalha os trabalhos e o processamento de cana. Além disso, o fato de a safra atual ser mais "alcooleira" segue também a oferecer sustentação ao mercado. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos registrou alta de 1,29% e alcançou R$ 49,39.
Chuvas amenas
As chuvas recentes no sudeste dos EUA não causaram danos significativos às lavouras de algodão do país e o fato abriu espaço para que as cotações da fibra cedessem ontem em Nova York. Os lotes para dezembro caíram 316 pontos, a 84,02 centavos de dólar por libra-peso. Segundo Sharon Johnson, analista da Knight Futures, sem nenhum dado de demanda disponível (os relatórios de exportações americanos estão suspensos devido à paralisação do governo dos EUA), os agentes têm sido guiados apenas por produção e clima - daí a força do "efeito chuvas recentes" na formação de preços de ontem. No oeste baiano, a arroba do algodão em pluma saiu por R$ 67,79, segundo informações da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Alta em Chicago
As adversidades climáticas que dificultam a colheita de milho nos Estados Unidos voltaram a impulsionar os preços do grão ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em março encerraram a sessão a US$ 4,6175 por bushel, em alta de 5,75 centavos de dólar. Na ausência de informações oficiais de Washington sobre a colheita americana, que já está avançada, relatos de traders de que o avanço no fim de semana foi pequeno prevaleceram. Os preços da soja também foram beneficiados, mas a valorização, nesse caso, foi menor. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 17,23, em baixa de 0,4% em relação à sexta-feira, de acordo com informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
Pico em 15 semanas
As adversidades climáticas que vêm retardando o plantio de trigo na Rússia e na Ucrânia levaram as cotações da commodity ao maior nível em 15 semanas ontem em Chicago. Os contratos março fecharam a US$ 7,0450 por bushel, ganho de 8,25 centavos de dólar. Diante das chuvas abundantes, o Ministério da Agricultura da Rússia informou que a área plantada com trigo de inverno no país caiu 19% ante o inicialmente estimado, para 13 milhões de hectares. O clima frio também vem atrasando o plantio na Ucrânia. Com isso, o mercado já trabalha com menor expectativa para a produção de trigo dos dois países, elevando os preços. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do cereal saiu, em média, por 49,63, em alta de 0,12%, de acordo com informações do Deral.