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16/10/2013

Commodities Agrícolas

 

Realização de lucros

Os preços do açúcar demerara cederam ontem no mercado futuro de Nova York. Os contratos com vencimento em março, mais negociados, fecharam em baixa de 35 pontos (1,83%), a 18,70 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas, especuladores foram às vendas a fim de embolsar parte dos lucros acumulados nos dias anteriores, quando as cotações foram impulsionadas pela desvalorização do dólar em relação ao real. O real forte tende a restringir a oferta de açúcar no mercado internacional, uma vez que reduz a rentabilidade das exportações brasileiras. Vendas baseadas em indicadores técnicos também pesaram sobre as cotações. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço do açúcar cristal em São Paulo recuou 0,32%, a R$ 50,15 por saca de 50 quilos.

Teto em 23 meses

Os preços do cacau subiram ao maior patamar em mais de 23 meses ontem na bolsa de Nova York em meio a expectativas otimistas em relação à demanda. Os contratos para entrega em março encerraram com valorização de US$ 46, a US$ 2.758 por tonelada. Analistas creem que o processamento da amêndoa (visto como um indicativo de demanda) tenha crescido na América do Norte no terceiro trimestre. O número oficial será anunciado amanhã. Na semana passada, a Associação Europeia de Cacau reportou um crescimento de 4,7% da moagem no continente, em relação a um ano antes, o que contribuiu para dar sustentação à commodity nos últimos dias. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o valor médio da arroba ficou em R$ 90, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Piso em sete meses

Os preços do suco de laranja caíram ao menor nível em mais de sete meses ontem na bolsa de Nova York, sob a pressão do menor nível de consumo da bebida nos últimos 15 anos nos EUA. Os lotes para janeiro fecharam em baixa de 300 pontos, a US$ 1,2460 por libra-peso. As vendas no varejo dos EUA somaram apenas 2,13 bilhões de litros na temporada 2012/13 (encerrada em 28 de setembro), indicou na segunda-feira o Departamento de Citros da Flórida. A commodity também sofre com a falta de notícias sobre a produção americana, tendo em vista a paralisação parcial do governo dos EUA, e com a ausência de ameaças climáticas na Flórida. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias segue abaixo de R$ 8, conforme o Cepea/Esalq.

Cobertura de posições

O milho voltou a subir em Chicago ontem. Os papéis para março fecharam em alta de 6 centavos, a US$ 4,5575 por bushel. Segundo Daniel D'Ávila, analista da Newedge USA, um movimento de cobertura de posições vendidas deu impulso aos preços. "Circularam rumores de compra do milho americano por chineses, e as chuvas que caem sobre o Meio-Oeste dos EUA deram suporte adicional". A umidade tende a atrasar a colheita. Os preços não caíram nem mesmo com os embarques americanos aquém do esperado. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) relatou ontem o carregamento de 552 mil toneladas de milho para o exterior na semana encerrada no dia 10. Analistas previam de 585 mil a 787 mil. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca subiu 0,64%, para R$ 23,67.

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