Commodities Agrícolas
Impulso climático
O preço internacional do açúcar registrou ontem a maior alta do mês, mais uma vez impulsionado pelo clima no Brasil. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em maio fechou com valorização de 27 pontos ou 1,4%, a 18,86 centavos de dólar por libra-peso. No mês, o ativo acumula ganho de 3,97%, o maior entre as commodities agrícolas. Segundo analistas, as cotações são sustentadas pelas chuvas que atrapalham a colheita da cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil. A expectativa de um cenário mais equilibrado entre oferta e demanda no mercado mundial em 2013/14 também dá sustentação aos preços da matéria-prima. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço do açúcar cristal entregue em São Paulo subiu 0.98%, a R$ 50,64 por saca de 50 quilos.
Sob pressão
O preço do café voltou a cair ontem no mercado futuro de Nova York. Os contratos de arábica com vencimento em março fecharam em baixa de 65 pontos, a US$ 1,1895 de dólar por libra-peso. A desvalorização do dólar em relação ao real - que desestimula as exportações do Brasil, maior produtor mundial - ajudou a sustentar a commodity pela manhã, mas os fundamentos acabaram prevalecendo. Segundo analistas, os amplos estoques globais e o clima favorável à floração das lavouras brasileiras (que abrem caminho para uma boa produtividade na colheita de 2014) impõem um limite à alta das cotações, que subiram 1,8% desde o início do mês. O indicador Cepea/Esalq para o preço do arábica entregue em São Paulo recuou 0,17% ontem, a R$ 257,09 por saca de 60 quilos.
Demanda aquecida
Os contratos de soja negociados na bolsa de Chicago tiveram valorização ontem. O grão para entrega em janeiro fechou o pregão cotado a US$ 12,7475 por bushel, alta de 8,75 centavos. A divulgação de dados positivos sobre a demanda da indústria esmagadora nos Estados Unidos. O mercado repercutiu ainda a preocupação com as chuvas que atrasam a colheita no Meio-Oeste americano e aumentam o risco de as lavouras serem afetadas por geadas. O mercado continua operando, porém, dentro de um estreito intervalo de preço diante da falta de informações oficiais em relação à colheita e às exportações americanas, reflexo da paralisação parcial do governo. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço da commodity em Paranaguá (PR) seguiu estável, a R$ 73,84 por saca.
No escuro
Após dois dias de alta, os preços do milho recuaram ontem na bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em março fechou a US$ 4,5525 por bushel, baixa de 0,50 centavo. O mercado tem oscilado em torno da estabilidade (no mês, acumula alta de 0,2%) diante da escassez de informações sobre fundamentos. Devido à paralisação parcial do governo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) suspendeu a divulgação de dados sobre a colheita da safra 2013/14 e as vendas de milho para o exterior e adiou a publicação do relatório mensal de oferta e demanda. O cenário, no entanto, é predominantemente baixista, com a colheita de uma safra recorde nos EUA. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço do grão entregue em Campinas recuou 0,17% ontem, a R$ 23,24 a saca de 60 quilos.