Commodities Agrícolas
Demanda fraca
Os contratos futuros de suco de laranja de segunda posição de entrega atingiram ontem o menor patamar desde 29 de janeiro na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam em forte baixa de 485 pontos, a US$ 1,1935 por libra-peso. Segundo analistas, ordens de venda foram disparadas quando a bebida caiu abaixo de US$ 1,20 por libra-peso. O enfraquecimento na demanda pela bebida nos EUA é um dos maiores fatores de pressão. Na temporada 2012/13, as vendas de suco de laranja no varejo americano caíram ao menor patamar em pelo menos 15 anos, a 2,13 bilhões de litros indicaram dados da consultoria Nielsen. No Brasil, o preço da laranja destinada à indústria ficou estável em R$ 7,77 a caixa de 40 quilos, de acordo com o Cepea/Esalq.
Ainda o "apagão"
Ainda às voltas com a ausência de novidades do lado dos fundamentos, sobretudo devido ao "apagão" de dados oficiais provocado pelo impasse fiscal que atingiu os Estados Unidos, os preços do algodão avançaram ontem na bolsa de Nova York, após as perdas de quarta-feira. Os contratos com vencimento em março fecharam em alta de 67 pontos, a 84,95 centavos de dólar por libra-peso. Embora o clima ainda seja um fator a ser considerado na colheita dos EUA e a demanda física esteja ativa, não há dados oficiais para confirmar ou quantificar essas influências no mercado, o que tem deixado o algodão confinado a um estreito intervalo de preços. Já no mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para a pluma recuou 0,80% ontem, para R$ 2,1441 por libra-peso.
Demanda chinesa
As especulações de que a China ampliou as compras de soja produzida nos EUA impulsionaram as cotações da oleaginosa. Os contratos futuros com entrega para janeiro encerraram ontem negociados a US$ 12,8950 por bushel na bolsa de Chicago, valorização de 14,75 centavos de dólar. No mercado, agentes esperam que a retomada da divulgação dos dados oficiais do governo dos EUA sobre vendas de soja, após o acordo que deu fim ao impasse fiscal no país, revele o fechamento contratos para a venda de grandes volumes de soja para a China. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) não divulga esses dados desde 1º de outubro. No mercado brasileiro, a o indicador Cepea/Esalq para a soja do Paraná subiu 0,41% ontem, para R$ 72,99 a saca de 60 quilos. No mês, o indicador registra valorização de 3,3%.
Clima na Argentina
Os problemas climáticos na Argentina e a desvalorização do dólar elevaram as cotações do trigo na bolsa de Chicago. Os contratos do cereal com vencimento em março encerraram o pregão de ontem a US$ 6,96 por bushel, valorização de 5 centavos de dólar. Já em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os futuros de mesmo vencimento subiram 4,75 centavos de dólar, a US$ 7,48 por bushel. Conforme analistas, a valorização do trigo deve-se, principalmente, às especulações de que as adversidades climáticas na Argentina ampliarão a demanda brasileira pelo cereal produzido nos EUA. O Brasil é o terceiro maior importador mundial de trigo. No mercado doméstico, o preço médio do trigo no Rio Grande do Sul coletado pelo Cepea/Esalq subiu 2,66% ontem, a R$ 771,65 por tonelada.