Commodities Agrícolas
Incêndio no Brasil
Os preços do açúcar demerara iniciaram a sexta-feira em Nova York sacudidos pelo incêndio que atingiu o terminal da Copersucar no porto de Santos (SP). E o movimento altista durou até o fechamento da sessão. Os contratos com vencimento em maio fecharam a 19,22 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 38 pontos em relação à véspera. Conforme a Copersucar, foram comprometidas 180 mil toneladas da commodity (ver página B18). Traders temem que compromissos de entrega da empresa sejam prejudicados pelo acidente, mas, segundo a Copersucar, na sexta-feira ainda era cedo para qualquer projeção nesse sentido. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos subiu 1,57%, para R$ 51,76. No mês, a alta acumulada chega a 9,87%.
Queda em NY
Os preços do cacau recuaram na sexta-feira na bolsa de Nova York, depois que a divulgação de dados sobre o processamento da amêndoa na América do Norte confirmaram as expectativas dos analistas. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 2.721 por tonelada, em baixa de US$ 45. Segundo a NCA, associação que representa empresas norte-americanas de compradores de cacau, houve um aumento de 8,3% na moagem da matéria-prima no terceiro trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2012, para 131,97 mil toneladas. Analistas esperavam uma alta entre 4% e 14%. Nas praças de Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba da amêndoa saiu, em média, por R$ 89, de acordo com informações da Central Nacional de Produtores de Cacau.
Forte volatilidade
Particularmente voláteis na semana passada na bolsa de Nova York, as cotações do algodão fecharam a sexta-feira em baixa e em um patamar um pouco inferior ao de segunda. Os papéis para entrega em março encerraram a semana a 84,32 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 63 pontos em relação à véspera, quando a alta havia sido de 67 pontos. Traders se ressentem da falta de novidades ligadas aos chamados fundamentos de oferta e demanda, sobretudo após a crise orçamentária americana que paralisou a divulgação de informações do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso caiu 0,83%, para R$ 2,1264. No mês, a queda acumulada do índice de referência chega a 0,83%.
Clima na Argentina
O clima desfavorável para as lavouras de trigo na Argentina elevou os preços do cereal na bolsa de Chicago na última sexta-feira. Os contratos futuros de trigo com vencimento em março encerraram o pregão a US$ 7,1450 por bushel, valorização de 18,50 centavos de dólar. Na sexta-feira, previsão meteorológica da DNT apontava risco de geadas em algumas regiões da Argentina, o que pode prejudicar às lavouras de trigo do país. Para o mercado, uma quebra da safra argentina elevará a demanda por trigo produzido nos Estados Unidos. Terceiro maior importador global de trigo, o Brasil é um dos países que terá encontrar alternativas ao trigo do país vizinho, como já vinha fazendo nos últimos meses. No Estado do Paraná, o preço médio da saca de trigo recuou 1%, a R$ 49,41, de acordo com o Deral.