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29/10/2013

Commodities Agrícolas

 

Oferta pressiona

Os preços do café arábica na bolsa de Nova York voltaram a recuar ontem ao menor patamar em quatro anos e meio, pressionados pelo início da safra do grão na Colômbia e nos países da América Central. Os contratos com vencimento em março de 2014 registraram queda de 165 pontos, a US$ 1,1065 por libra-peso, a menor cotação desde março de 2009. A ampla colheita no Brasil, maior fornecedor mundial da commodity, também contribui para puxar as cotações para baixo. A Conab estima safra de 47,5 milhões de sacas de 60 quilos em 2013/14 no país, volume recorde para ano de bienalidade negativa. No mercado interno, o café de boa qualidade é negociado por R$ 260 a R$ 265 a saca de 60,5 quilos, de acordo com informações do Escritório Carvalhaes, de Santos.

Abaixo da resistência

Os preços do suco de laranja registraram forte queda ontem na bolsa de Nova York, em meio à escassez de novidades do lado dos fundamentos de oferta e demanda. Os lotes para janeiro encerraram a sessão em baixa de 185 pontos, a US$ 1,1960 por libra-peso. A commodity já não conseguiu mais se sustentar acima do nível de resistência técnico e psicológico de US$ 1,20 por libra-peso, o que pode abrir espaço para novas baixas. O enfraquecimento da demanda nos EUA e a ausência de ameaças climáticas à Flórida (que detém o segundo maior parque citrícola do mundo, atrás do paulista, seguem como fatores de pressão. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu abaixo de R$ 7,80, segundo o Cepea/Esalq.

Peso da colheita

As cotações da soja ficaram em terreno negativo pelo terceiro pregão consecutivo ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para janeiro encerraram o dia em baixa de 25,50 centavos, a US$ 12,68 por bushel. O progresso da colheita nos EUA tem pesado sobre os preços, ainda que demanda dos chineses siga aquecida. O USDA reportou a venda de 230 mil toneladas de soja, sendo 115 mil toneladas para a China e outras 115 mil toneladas para destinos desconhecidos, com entrega na atual temporada 2013/14. Na semana encerrada em 24 de outubro, as exportações de soja do país cresceram 40%, entretanto, no acumulado da temporada 2013/14 (iniciada em 1º de junho), o volume totaliza queda de 16,8%. Em Sorriso (MT), a saca do grão foi negociada em queda de 2,72%, a R$ 59,50, segundo o Imea/Famato.

Oferta abundante

O aumento da disponibilidade de milho, em função do avanço da colheita nos EUA, fez o preço do grão recuar ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com entrega em março fecharam em queda de 8,75 centavos, a US$ 4,4325 por bushel. A expectativa de que a produção americana de milho em 2013/14 fique acima da esperada contribui para pressionar os preços da commodity. Há relatos de que os rendimentos das lavouras do país são maiores que o previsto anteriormente. Alguns analistas acreditam que os EUA podem produzir 355,62 milhões de toneladas de milho na atual temporada ante os 350,54 milhões de toneladas previstas em setembro pelo USDA. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos do cereal se manteve ontem estável em R$ 17,49, segundo o Deral/Seab.

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