06/11/2013
Commodities Agrícolas
Clima na berlinda
Os preços do cacau dispararam na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em março de 2014 encerraram com expressivo ganho de 2,9% (US$ 78), a US$ 2.745 por tonelada. A colheita no oeste da África, região que concentra os principais produtores da amêndoa, tem evoluído bem, mas ainda há preocupações com o clima. Em Camarões, crescem os temores sobre uma possível redução da safra, por conta do clima seco que afeta regiões produtoras do país. Além disso, a Organização Internacional do Cacau (ICCO, na sigla em inglês) estima que haverá um déficit de 70 mil toneladas na atual temporada 2013/14. No mercado brasileiro de Ilhéus e Itabuna, o preço médio da amêndoa ficou em R$ 91 por arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Expectativa de redução
Depois da forte queda de mais de 3% na bolsa de Nova York na sessão da segunda-feira, o suco de laranja reagiu ontem. Os papéis para janeiro encerraram em elevação de 280 pontos, a US$ 1,2330 por libra-peso. A expectativa de que o USDA reduza a previsão para a produção de citros na Flórida, no relatório que será divulgado em 8 de novembro, voltou a impulsionar os preços. Analistas não descartam que haja um movimento de cobertura de posições vendidas antes do relatório. Os produtores americanos de citros vêm sofrendo com o greening, doença bacteriana de difícil controle nas lavouras, que provoca a queda prematuras dos frutos dos pés. No mercado interno, a caixa da laranja para a indústria foi negociada em alta de 1,02%, a R$ 7,93, segundo o Cepea/Esalq.
Colheita americana
Pressionadas pelo avanço na colheita da safra americana de soja, as cotações da commodity recuaram ontem na bolsa de Chicago. Os contratos futuros com vencimento em janeiro caíram de 6,25 centavos de dólar, fechando o pregão a US$ 12,5025 por bushel. Conforme analistas, a retração se deve ao ritmo da colheita nos EUA. Na segunda-feira, o Departamento de Agricultura do país (USDA) indicou que os trabalhos de colheita da oleaginosa da soja de campo avançaram 9 pontos percentuais na semana encerrada em 3 de novembro, para 86%, ligeiramente acima dos 85% da média histórica. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a soja no Estado do Paraná teve queda de 0,49%, a R$ 72,68 a saca de 60 quilos. No acumulado de novembro, o indicador registra uma desvalorização de 0,83%.
Avanço do plantio
As cotações do trigo caíram ao menor valor em mais de uma semana na bolsa de Chicago, pressionadas pela evolução do plantio do cereal de inverno nos EUA. Os papéis com entrega em março encerraram ontem com perdas de 7 centavos, a US$ 6,6725 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento caiu 6 centavos, a US$ 7,2575 o bushel. A semeadura do trigo de inverno já alcança 91% da área prevista nos EUA, um ponto percentual acima da média histórica. Favorecidos pelas recentes chuvas, 63% dos plantios estão nas melhores condições de desenvolvimento no país, acima dos 61% de um ano atrás e dos 39% do mesmo período do ano passado. No mercado do Paraná, o cereal foi negociado em queda de 0,43%, a R$ 48,07 a saca, segundo o Deral/Seab