Commodities Agrícolas
Ajustes em NY
Em que pese a farta oferta global, os preços do café fecharam em alta na sexta-feira na bolsa de Nova York, influenciados por um movimento de ajustes de posições. Os papéis para entrega em março encerraram a sessão a US$ 1,0910 por libra-peso, uma valorização de 345 pontos sobre o fechamento de ontem. Nas últimas semanas, esse tem sido o tom no mercado nova-iorquino: sequências de baixas interrompidas por altas motivadas por fatores técnicos. O fato é que a produção no Brasil é "gorda" e as boas colheitas na Colômbia e em países da América Central colaboraram para a "espiral baixista". No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade seguiu entre R$ 250 e R$ 255 na quinta-feira, conforme o Escritório Carvalhaes, de Santos.
Teto em nove semanas
Os preços do suco de laranja voltaram a subir na sexta-feira e alcançaram o mais elevado patamar em quase nove semanas em Nova York. Os papéis para março fecharam a US$ 1,3870 por libra-peso, ganho de 175 pontos. Depois que a estimativa do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a safra de laranja da Flórida - a menor em mais de duas décadas - deu fôlego às cotações desde sexta-feira passada, agora é a proximidade do inverno que impulsiona a commodity, já que as ameaças climáticas sobre os pomares aumentam, e os traders costumam conferir alguma "gordura" aos preços. É o chamado "prêmio climático". No mercado spot paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias subiu para R$ 8,24 na quinta-feira, conforme o Cepea/Esalq.
Demanda aquecida
A boa demanda externa pela produção americana motivou a valorização do algodão na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março encerraram o pregão a 78,20 por libra-peso, ganho de 74 pontos. Conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os embarques do país estão aquecidos, especialmente para a China. Mas a possibilidade de o país asiático começar a desovar seus amplos estoques preocupa os traders. Justamente por causa das recentes altas das cotações da commodity, a estratégia pode ser deflagrada a qualquer momento. Nas principais praças de Mato Grosso, a arroba da pluma vem sendo negociada por volta de R$ 64, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Plantio no Brasil
As cotações da soja fecharam em forte baixa na sexta-feira na bolsa de Chicago, diretamente influenciada pelos reflexos da melhora das condições climáticas sobre o andamento do plantio desta safra 2013/14 no Brasil, que está a todo o vapor. Os contratos com vencimento em março, que assumiram a segunda posição de entrega naquele mercado, encerraram o pregão a US$ 12,65,75 por bushel, em queda de 31,75 centavos de dólar. O Brasil é o segundo maior produtor de soja do mundo, atrás dos Estados Unidos, e lidera as exportações globais do grão. No oeste baiano, a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 60,33 no mercado balcão na quinta-feira, conforme informações da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).