noticia 282705

25/11/2013


Commodities Agrícolas
 

  

Excedente global O excedente na oferta global de açúcar levou a commodity a registrar queda pelo segundo pregão seguido na bolsa de Nova York. Os contratos futuros com entrega para maio recuaram 11 pontos na sexta-feira, a 17,47 centavos de dólar. Conforme analistas, a desvalorização fez com que o açúcar rompesse o suporte técnico e psicológico de 17,50 centavos de dólar, num movimento que pode abrir espaço para novas quedas, rumo aos 17 centavos. Há, ainda, temor com a estratégia de empresas de grande porte, que estão plantando mais cana, apesar de não fazer sentido processar cana para a produção de açúcar no atual nível de preços. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal se valorizou 0,25% na sexta-feira, a R$ 51,87 a saca de 50 quilos. No mês, há queda acumulada de 1,11%.
 
Realização de lucros A recuperação ensaiada pelo café nos últimos pregões na bolsa de Nova York na semana passada não se sustentou. A sexta-feira prometia levar a commodity ao maior patamar de preço em um mês. A cotação no vencimento março beirou US$ 1,12 por libra-peso, mas voltou a cair. Até o fim da sessão, os ganhos acumulados em dois dias seguidos de alta seriam apagados por um tombo de 3,5% no fechamento da sessão. Resultado de um movimento técnico, segundo analistas, com o mercado ainda sob pressão negativa da excessiva oferta de grãos. A realização de lucros fez o café fechar a semana em US$ 1,0750 por libra-peso, com queda acumulada de 1,78% no período. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o café ficou em R$ 246,65 a saca de 60 quilos, queda de 2,93%.
 
Demanda fraca A expectativa de que a China coloque no mercado parte de seus estoques de algodão pressionaram as cotações na sexta-feira. Os contratos futuros da commodity com vencimento em março encerraram o pregão a 77,23 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 112 pontos. Conforme analistas, além das especulações de que o país asiático poderá liberar seus estoques, pesaram sobre os preços as perspectivas de uma colheita recorde na Índia. As duas notícias tendem a implicar redução das já fracas exportações americanas de algodão. Na última quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) já havia decepcionado, com dados de exportações aquém do esperado. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a pluma subiu 0,16%, a R$ 2,0893 por libra-peso.
 
Novamente a China A demanda chinesa pela soja americana voltou a impulsionar os preços do grão na sexta-feira. Os contratos futuros da oleaginosa com vencimento em março fecharam o pregão na bolsa de Chicago a US$ 13,06 por bushel, valorização e 2,05% ou 26,25 centavos de dólar. Na semana, o grão acumulou alta de 3,04%. Mais uma vez, foi a demanda da China, maior importador global do grão, que elevou as cotações. Na sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que exportadores do país fecharam contratos para a venda de 115 mil toneladas de soja para a China, em mais um indicativo de que a demanda do país asiático segue firme. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a soja do Paraná subiu 0,63%, a R$ 73,82 a saca de 60 quilos. No acumulado do mês, o oleaginosa registra alta de 0,72%.

Tags
Commodities Agrícolas
Galeria: