Commodities Agrícolas
Alta técnica
Um movimento de cobertura de posições vendidas impulsionou os preços do café arábica em Nova York para seu maior fechamento desde o dia 16 de outubro. Os contratos com vencimento em março encerraram a sexta-feira com alta de 3,5% (395 pontos), a US$ 1,1525 por libra-peso. Analistas acreditam que compras técnicas poderão se repetir nos próximos dias. As cotações poderiam testar o patamar de US$ 1,17 por libra-peso. Nos últimos dias, o preço do arábica também foi impulsionado pela alta do café robusta, o que costuma estimular demanda por grãos de melhor qualidade. Do lado fundamentalista, o cenário é de oferta ampla. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o produto avançou 5,77% para R$ 278,77 a saca.
Nova máxima
O algodão renovou, na sexta-feira, a máxima em quase dois meses para um preço de fechamento no vencimento maio. Os contratos encerraram a sessão em alta de 0,12% (10 pontos), a 82,90 centavos de dólar por libra-peso. Foi o quarto dia seguido de alta para as cotações da pluma na bolsa de Nova York. Na última terça-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para baixo sua estimativa para a produção global de algodão, para 25,4 milhões de toneladas, fator que segue dando suporte aos preços da pluma. Analistas ressaltam, no entanto, que o mercado está vulnerável à realização de lucros nas próximas sessões. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o produto recuou 0,16% para R$ 2,1257 por libra-peso.
Sob pressão
A soja se recuperou e reverteu as perdas registradas no início do pregão de sexta-feira em Chicago. Os contratos para março subiram 0,17% (2,25 centavos), a US$ 13,1375 por bushel. Os negócios vinham sendo pressionados por especulações de que as compras de soja dos Estados Unidos pela China serão reduzidas com a entrada da safra sul-americana. No Brasil, maior exportador do grão, a produção pode ser recorde. Até 5 de dezembro, a China comprou 24,5 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos, um volume 33% maior que o do ano passado. Cerca de 10,8 milhões de toneladas aguardam para ser embarcadas. Analistas dizem que cancelamentos podem ocorrer. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o produto do Paraná recuou 1,2% para R$ 73,28 por saca de 60 quilos.
Polêmica do etanol
Os preços do milho voltaram a refletir preocupações com a demanda pelo grão na produção de etanol dos Estados Unidos e caíram na sexta-feira em Chicago. Os contratos para março fecharam em queda de 8,75 centavos (2,01%), a US$ 4,255 por bushel. Foi o segundo dia seguido de queda para as cotações depois que senadores americanos propuseram a extinção do "mandato do etanol". Esse mandato estabelece que uma certa quantidade do biocombustível, feito com milho nos Estados Unidos, seja misturada à gasolina. Os investidores também estão preocupados com novas rejeições da China, depois de o país ter devolvido um total 180 mil toneladas de milho americano. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq caiu 0,11%, para R$ 26,26 a saca de 60 quilos.