Commodities Agrícolas
Efeito "Flórida"
Depois de quatro pregões seguidos em queda, período em que acumulou perdas de mais de 5%, os preços do suco de laranja reagiram na terça-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com entrega em março fecharam em alta de 250 pontos, a US$ 1,39 por libra-peso. O clima favorável para as lavouras da Flórida (Estado americano que detém o segundo maior pomar de citros do mundo) contribuiu para empurrar o produto para o terreno negativo nas últimas sessões. Ainda assim, a perspectiva é de que a produção da fruta na Flórida seja a menor em mais de vinte anos, o que dá certa sustentação às cotações. No mercado interno, a laranja para a indústria foi negociada na segunda-feira em alta de 1,06%, a R$ 8,60 a caixa de 40,8 quilos, segundo o Cepea/Esalq.
Aperto da oferta
O algodão deixou para trás o movimento de realização de lucros dos últimos dias e avançou na terça-feira na bolsa de Nova York. Os papéis para maio encerraram com valorização de 67 pontos, a 82,81 centavos de dólar por libra-peso. Na última sexta-feira, a fibra havia alcançado o maior patamar em mais de oito semanas, mas não conseguiu se manter no azul, o que incentivou os traders a liquidarem posições para a realização de lucros. Ocorre que o mercado tem enfrentado um aperto na oferta de algodão dos EUA (maior exportador mundial da commodity), o que colabora para dar suporte às cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma entregue na indústria permaneceu estável na segunda-feira em R$ 2,1257 a libra-peso. No mês de dezembro, o indicador acumula alta de 0,61%.
Demanda aquecida
A soja registrou ganhos no pregão de terça-feira na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em março fecharam com alta de 3 centavos, a US$ 13,2275 por bushel. Notícias em relação à demanda pela oleaginosa americana contribuíram para a valorização. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) relatou na terça-feira a venda de 299 mil toneladas de soja, sendo 65 mil toneladas para destinos desconhecidos e 114 mil toneladas para o Egito com entrega ainda em 2013/14, e outras 120 mil toneladas para destinos desconhecidos e entrega em 2014/15. No entanto, as boas condições do clima na América do Sul podem voltar, em breve, a pesar sobre as cotações da soja. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a soja no Paraná subiu 0,05%, a R$ 72,87 a saca na segunda-feira.
Clima favorável nos EUA
As cotações do trigo caíram ao menor valor em 19 meses na bolsa de Chicago, pressionadas pela demanda morna e pela previsão de que o clima favorece a colheita do cereal de inverno nos EUA. Os contratos para maio fecharam a terça-feira em baixa de 3,25 centavos, a US$ 6,1350 por bushel. Em Kansas, o mesmo vencimento caiu 1,50 centavos, a US$ 6,49 o bushel. Não há a expectativa de danos causados pelo frio no sul das Grandes Planícies dos EUA, onde se concentra o cultivo de trigo no país, nem no leste do Meio-Oeste americano. Conforme a empresa de meteorologia Commodity Weather Group, os prejuízos estão limitados ao norte de Illinois, nos próximos 6 a 10 dias. No mercado do Paraná, o indicador Cepea/Esalq para a tonelada do cereal ficou em R$ 752,50 na segunda-feira, em queda de 0,61%.