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08/01/2014

Commodities Agrícolas

 

Peso da oferta As cotações do café arábica chegaram a avançar na bolsa de Nova York ontem, mas terminaram o pregão no vermelho. Os papéis para maio fecharam em forte queda de 380 pontos, a US$ 1,1935 por libra-peso. A commodity subiu mais de 8% nas últimas três sessões, o que estimulou um movimento de realização de lucros. Na segunda-feira, a Volcafe, divisão de café da trading ED&F Man Holdings, rebaixou em 15% sua previsão para a colheita do Brasil no atual ciclo, para 51 milhões de sacas. Segundo analistas, uma safra menor no Brasil (responsável por um terço do café do mundo) pode enfraquecer o movimento de venda por parte dos fundos. Porém, a grande oferta mundial de café continua a pesar no mercado. O indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou em R$ 291,20, em baixa de 0,41%.

Pomares escapam O suco de laranja devolveu ganhos ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para março fecharam com ligeira perda de 0,17% (25 pontos), a US$ 1,4335 por libra-peso, após os ganhos de mais de 4% nas duas sessões anteriores. Traders temiam que as baixas temperaturas que atingiriam a Flórida (Estado americano que detém a segunda maior produção de citros do mundo) entre segunda e terça-feira danificassem os pomares. No entanto, o frio foi mais intenso no norte da Flórida, e os pomares de citros se concentram no sul. Segundo analistas, as baixas temperaturas tendem inclusive a contribuir para elevar os níveis de açúcar nas laranjas. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias ficou em R$ 8,65, alta de 0,70%, de acordo com o Cepea/Esalq.

Plantio menor na China A notícia de que a China, maior produtor e consumidor mundial de algodão, reduzirá a área plantada em cerca de 9% este ano deu gás aos preços da fibra em Nova York. Os contratos com vencimento em maio fecharam em alta de 102 pontos, a 84,63 centavos de dólar por libra-peso. A Associação de Algodão da China informou ontem que o plantio vai recuar no país pelo terceiro ano seguido, para 4,2 milhões de hectares. Há ainda uma série de discussões sobre as mudanças na política chinesa em relação ao algodão. As cotações da commodity também foram sustentadas por uma cobertura de posições vendidas, segundo analistas. Em Sapezal (MT), a arroba da pluma foi negociada a R$ 65,10 ontem, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Temor com frio diminui A redução dos temores com o frio nos EUA pesou sobre os preços do trigo na bolsa de Chicago ontem. Os papéis para maio fecharam em queda de 3,50 centavos, a US$ 6,0775 por bushel. Já em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento subiram 0,50 centavo, a US$ 6,46 por bushel. Análises meteorológicas indicam que os prejuízos com o clima devem ficar restritos a algumas áreas em Indiana, Ohio e Kentucky. As lavouras da maior parte das regiões produtoras do cereal nos EUA contam com uma favorável cobertura de neve, que protege contra os danos causados pelas temperaturas negativas. No Paraná, a saca de trigo foi negociada a R$ 41,60 ontem, em alta de 0,22%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

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