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10/01/2014

Commodities Agrícolas

 

Produção no Brasil

A valorização do dólar ante o real voltou a pesar sobre os preços do açúcar na bolsa de Nova York. Os contratos para maio encerraram o pregão a 15,64 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 29 pontos. Com a valorização do dólar ante o real, os produtores do Brasil, maior exportador global da commodity, ficam mais propensos a vender o produto, mesmo com a queda dos preços em dólar. Outro fator de pressão sobre as cotações do açúcar é o elevado estoque global. "Os fundamentos indicam que os preços provavelmente ficarão sob pressão nos próximos meses", afirmou o Rabobank, em nota. O banco holandês estima que o superávit global de açúcar será de 2,5 milhões de toneladas na atual safra. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal teve queda de 0,20%, a R$ 50,93 a saca de 50 quilos.

Vendas fracas

Os preços do algodão voltaram a ceder na bolsa de Nova York pressionados por dados pessimistas sobre as vendas externas da fibra dos EUA. Os contratos para maio encerraram o pregão a 82,81 centavos de dólar por libra-peso, uma desvalorização de 41 pontos. Relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que o país comercializou 68,1 mil fardos da fibra na semana encerrada em 2 de janeiro, queda de 21% em relação à semana anterior, e de 62% na comparação com a média das últimas quatro semanas. Ainda assim, agentes acreditam que o algodão tem algum suporte em função das expectativas de que o relatório de hoje do USDA seja altista para a commodity. O indicador Cepea/Esalq para a pluma subiu ontem 0,49%, a R$ 2,1752 a libra-peso.

Efeito USDA

A expectativa de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) eleve hoje as estimativas para a produção e os estoques de milho derrubou as cotações da commodity ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para maio fecharam o pregão a US$ 4,2025 o bushel, queda de 5 centavos. De acordo com analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires, o USDA deve aumentar sua estimativa para colheita da safra 2013/14 nos EUA em 0,45%, para 14,053 bilhões de bushels (cerca de 360 milhões de toneladas). No relatório divulgado em dezembro, o órgão estimava que os agricultores americanos produziriam 13,989 bilhões de bushels. A colheita de milho nos EUA se encerrou no mês passado. O indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho subiu ontem 0,04%, a R$ 27,17 a saca.

Demanda fraca

A fraca demanda pelo trigo americano ditou mais uma vez os preços do cereal na bolsa de Chicago. Os contratos para maio encerraram o pregão a US$ 5,8950 o bushel, em alta de 5 centavos. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento caiu 0,25 centavo, a US$ 6,36 o bushel. De modo geral, a demanda pelo trigo americano recua na medida em que a produção de outros exportadores como Canadá, Austrália, Rússia e Ucrânia aumentam. Ontem, o USDA divulgou que na semana encerrada em 2 de janeiro, os exportadores americanos fecharam contratos para a venda de 110,8 mil toneladas de trigo dos EUA, o menor volume desde o início de safra, em julho. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos do cereal foi negociada em queda de 0,22%, a R$ 41,56, segundo o Deral/Seab.

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