Commodities Agrícolas
Nova perda Os preços do cacau registraram perdas pela segunda sessão consecutiva na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio encerraram em baixa de US$ 22, a US$ 2.687 por tonelada. Analistas dizem que o mercado ainda digere os recentes dados de moagem da amêndoa ao redor do mundo, e busca uma nova direção. Na segunda-feira, a Associação Asiática de Cacau relatou uma elevação de 9,6% na moagem no último trimestre de 2013, a 170,184 mil toneladas. Na semana passada, a associação dos confeiteiros disse que o processamento na América do Norte cresceu 4,5% no período, para 125,3 mil toneladas - mas analistas apostavam em uma alta de 6% a 8%. No mercado interno, a arroba ficou estável em Ilhéus e Itabuna (BA), segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Clima desfavorável A previsão de que uma frente fria avance sobre as regiões produtoras da Flórida fez com que os preços do suco de laranja voltassem a avançar ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para maio encerraram com valorização de 110 pontos, a US$ 1,4365 por libra-peso. Mapas climáticos indicam que as temperaturas no centro da Flórida devem cair a zero grau nas próximas três noites, de acordo com o Serviço Meteorológico Nacional. A produção na Flórida deve totalizar 115 milhões de caixas, volume que seria o menor em 24 anos, conforme o relatório divulgado no início de janeiro pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) - e uma onda de frio pode reduzir ainda mais a produção. No mercado interno, a caixa de laranja para a indústria foi negociada ontem em alta de 2,86%, a R$ 8,50, segundo o Cepea/Esalq.
Oferta nos EUA Preocupações em relação à oferta de algodão nos Estados Unidos no curto prazo deram impulso às cotações da pluma na bolsa de Nova York. Mesmo a confirmação dada pelo governo da China de que o país vai encerrar seu programa de estocagem de algodão conteve a alta da commodity. Os papéis para maio encerraram o dia em alta de 135 pontos a 88,40 centavos de dólar por libra-peso. A China quintuplicou o tamanho de seus estoques de algodão ao longo dos últimos dois anos para garantir um fornecimento estável às indústrias têxteis locais. Mas agora, o governo passará a fazer pagamentos diretos aos agricultores, como forma de incentivar a produção e poupar dinheiro. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma subiu 0,69%, a R$ 2,2672 libra-peso.
Vendas americanas Os preços do milho voltaram ao terreno positivo ontem na bolsa de Chicago puxados por números favoráveis da exportação americana. Os papéis com entrega em maio fecharam em ligeira alta de 0,5 centavo, a US$ 4,3225 por bushel. O bom volume do grão embarcado pelos EUA surpreendeu o mercado e deu suporte às cotações. Segundo relatório divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país enviou ao exterior 757,24 mil toneladas na semana entre 10 e 16 de janeiro, 42,5% mais que na semana anterior. Neste ano-safra, os EUA já embarcaram 13,45 milhões de toneladas de milho, 86% acima das 7,22 milhões de toneladas do mesmo período do ciclo anterior. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&F para o grão teve ontem queda de 0,6%, a R$ 26,65 a saca.