Commodities Agrícolas
Pequeno alívio Depois de cair ao menor valor em mais de três anos e meio na bolsa de Nova York na sessão passada, o açúcar demerara voltou a avançar no pregão de ontem. Os contratos com vencimento em maio subiram 20 pontos, a 15,23 centavos de dólar por libra-peso. Apesar da reação, o cenário continua de baixa. Conforme analistas, o horizonte para os preços é negativo por conta das previsões de superávit global de açúcar, com a abundante colheita de cana no Brasil, na Índia e na Tailândia. A produção mundial de açúcar deve superar a demanda em 4,7 milhões de toneladas na atual safra 2013/14, segundo a Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês). No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal teve alta de 0,345, a R$ 49,94 a saca de 50 quilos.
Realização de lucro O suco de laranja enfrentou o terceiro pregão consecutivo de queda na bolsa de Nova York, diante da diminuição das preocupações com o clima frio nos EUA. Os papéis para maio recuaram 45 pontos, a US$ 1,3960 a libra-peso. Na semana passada, os preços do suco subiram em meio ao temor de que as temperaturas baixas provocassem uma geada na Flórida (que detém o segundo maior parque citrícola do mundo) e prejudicassem a produção de laranja na região. No entanto, as temperaturas não caíram o suficiente para danificar os pomares do Estado americano. Analistas dizem ainda que a queda nos preços da bebida reflete também uma realização de lucros, após as altas da semana passada. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja para a indústria caiu ontem 2,24% a R$ 8,31, segundo o Cepea/Esalq.
Dólar mais forte Apesar da contínua pressão do dólar valorizado em relação ao real, as cotações do café arábica subiram ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em maio fecharam em alta de 75 pontos, a US$ 1,1680 por libra-peso. Nos últimos dias, a moeda americana voltou a ganhar força em relação à brasileira. O fortalecimento do dólar estimula os produtores de café do Brasil (maior fornecedor mundial do grão) a realizar vendas, na medida em que cresce a rentabilidade com as exportações. Segundo a consultoria Pharos, fundamentalmente a recuperação de plantações da América Central, que enfrentaram o fungo da ferrugem, pode compensar parte da queda na produção brasileira. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica teve leve queda de 0,06%, a R$ 284,06 a saca.
Clima frio preocupa Especulações de que o clima frio nas regiões produtoras dos EUA pode trazer danos às lavouras de trigo do país impulsionaram os preços do cereal na bolsa de Chicago. Os contratos para maio fecharam em alta de 2 centavos de dólar a US$ 5,7175 por bushel. De acordo com a Commodity Weather Group, o frio já danificou em torno de 5% das lavouras de trigo de inverno, principalmente no centro da Dakota do Sul e de Illinois, e no nordeste de Missouri. Mas as ameaças de novos danos nos próximos 10 dias são limitadas. Além disso, a demanda segue aquecida. Ontem, o Egito comprou 180 mil toneladas do cereal da Rússia e 60 mil toneladas dos EUA. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos do cereal subiu ontem 0,12%, a R$ 42,12, segundo informações do Deral/Seab.