Commodities Agrícolas
Recuo em Nova York Depois de subir na terça-feira na bolsa de Nova York, as cotações do açúcar voltaram à "normalidade" no pregão de ontem. Os contratos para maio encerraram o dia em desvalorização de 28 pontos, a 14,95 centavos de dólar a libra-peso. Segundo o Commerzbank, não há reviravolta prevista para o açúcar diante da quarta safra consecutiva com superávit. A Organização Internacional de Açúcar prevê um excedente de 4,7 milhões de toneladas em 2013/14. "O dólar em alta ante moedas como o real acrescenta pressão às cotações em Nova York", diz o banco, em nota aos clientes. A moeda mais fraca estimula as exportações, porque os produtores recebem mais em real, vendendo menor quantidade do produto em dólar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal subiu 0,48%, a R$ 50,18 a saca de 50 quilos.
Dólar em alta Os preços do café arábica tiveram forte alta ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para maio subiram 235 pontos a US$ 1,1915 por libra-peso. A valorização do dólar em relação ao real continua a impulsionar as cotações do grão. O fortalecimento da moeda americana estimula as vendas por parte dos produtores do Brasil (maior fornecedor mundial de café), na medida em que cresce a rentabilidade com as exportações. Por outro lado, traders e investidores ainda esperam números mais claros a respeito da safra no Brasil. No começo de janeiro, previsões divergentes sobre a colheita no país influenciaram os preços globais do café. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica teve ontem alta de 1,56%, a R$ 288,49 a saca de 60 quilos.
Pressão de oferta Em um dia de poucas novidades, os fundamentos "baixistas" ditaram os preços da soja na bolsa de Chicago. Os contratos futuros da oleaginosa para maio encerraram o pregão em queda de 14,25 centavos, a US$ 12,5675 o bushel. Conforme analistas, há praticamente uma unanimidade "baixista" em relação aos preços dos grãos devido à recomposição de oferta nos EUA e à chegada das safras recorde brasileira e argentina, que estão em fase de colheita. O clima permanece favorável para os trabalhos de colheita de soja e milho na América do Sul, de acordo com analistas. Especialistas acreditam que apesar de os preços do grão já estarem deprimidos, é provável que eles recuam ainda mais, se o clima continuar bom. No mercado do Paraná, a saca do grão foi negociada em queda de 0,65%, a R$ 61,22, segundo o Deral/Seab.
Boa colheita à vista Assim como no caso da soja, os preços do milho também recuaram ontem devido à pressão oriunda da maior oferta global da commodity. Os contratos futuros do grão com vencimento em maio fecharam a sessão desta quarta-feira na bolsa de Chicago a US$ 4,34 por bushel, queda de 4 centavos de dólar. De acordo com analistas, a expectativa de uma grande colheita de milho na América do Sul pesou sobre as cotações da commodity em Chicago. Além disso, os EUA ainda contam com amplos estoques da safra recorde 2013/14, cuja colheita já foi concluída. No mercado interno, o dia foi de desvalorização. O indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão recuou no dia 0,08%, a R$ 26,22 a saca de 60 quilos. No mês de janeiro, o indicador acumula queda de 1,21%.