Commodities Agrícolas
Estiagem preocupa
Os preços do açúcar demerara reagiram após as perdas da sessão passada e avançaram na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio encerraram em elevação de 25 pontos, a 15,20 centavos de dólar por libra-peso. Há certa preocupação com o clima nas principais regiões produtoras de cana do Brasil, que é o maior fornecedor mundial de açúcar. Previsões climáticas indicam que o tempo permanecerá seco ao longo de fevereiro e um maior volume de chuvas deve ocorrer apenas em abril. Esse cenário aumenta a cautela das usinas, tendo em vista que a colheita de cana tem início justamente em abril, e as precipitações atrapalham os trabalhos a campo. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 49,84, baixa de 0,68%.
Clima no Brasil
As incertezas em relação ao tamanho da safra brasileira na temporada 2014/15, cuja colheita começa em maio, puxaram as cotações do café arábica ontem na bolsa de Nova York. Os contratos futuros com vencimento em maio subiram 290 pontos, fechando a US$ 1,2205 por libra-peso. Trata-se da terceira alta consecutiva do café. Conforme analistas, os preços foram impulsionados pelo clima seco e quente que atinge as principais regiões produtoras do Brasil, principal produtor e exportador global. No atual momento do desenvolvimento da safra, o café precisa de água para encher os grãos. Sendo assim, o clima seco pode prejudicar a produtividade da lavoura. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica registrou alta de 2,15%, para R$ 294,70 a saca de 60 quilos.
Demanda firme
A demanda firme pelo milho americano elevou os preços do grão ontem na bolsa de Chicago. Os contratos futuros com entrega para maio fecharam o pregão a US$ 4,395 por bushel, alta de 1,26% ou 5,5 centavos de dólar. Conforme divulgou ontem o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os americanos finalizaram, na semana encerrada em 23 de janeiro, acordos para exportar quase 2 milhões de toneladas de milho. O volume é bem superior ao esperado por analistas, que apostavam em um intervalo entre 450 mil e 1 milhão de toneladas. O principal comprador do milho no período foi o Japão, conforme o órgão americano. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa registrou alta de 0,92% ontem, para R$ 26,46 a saca. Em janeiro, o indicador acumula desvalorização de 0,30%.
Leve recuperação
Depois de registrar intensa retração na última quarta-feira, os preços do trigo tiveram leve reação ontem na bolsa de Chicago. Os contratos futuros do cereal com vencimento em maio fecharam a sessão cotados a US$ 5,5625 por bushel, ligeira alta de 0,4% ou 0,25 centavo de dólar. Conforme analistas, os dados de exportação divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) ajudaram a dar sustentação às cotações do trigo. De acordo com o órgão americano, exportadores do país fecharam contratos para a venda de 794,9 mil toneladas de trigo na semana encerrada em 23 de janeiro. O número ficou no topo da projeção do mercado. No front doméstico, o preço médio do trigo no Paraná teve desvalorização de 0,92%, para R$ 767,58 a tonelada, conforme levantamento do Cepea.