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04/02/2014

Commodities Agrícolas

 

Influência do clima As cotações do açúcar na bolsa de Nova York fecharam ontem em alta puxadas pela seca que atinge as principais áreas canavieiras do Brasil. Os contratos para maio subiram 1,14% (18 pontos), a 15,94 centavos de dólar por libra-peso. Segundo especialistas, as chuvas de verão são importantes para o crescimento da cana, que será colhida no Brasil a partir de abril, e o tempo seco pode reduzir a produtividade. Segundo a Somar Meteorologia, as chuvas nas principais regiões produtoras do país estão abaixo da média há mais de quatro meses. Não há ainda, previsão de que esse déficit seja normalizado em fevereiro. No mercado interno, o indicador para o açúcar cristal Cepea/Esalq, em São Paulo, ficou em R$ 49,90 a saca de 50 quilos, queda de 0,10% sobre o dia anterior.

Ano Novo chinês Os futuros de algodão encerraram o pregão de ontem na bolsa de Nova York em queda puxados pela baixa demanda vinda da China, o maior importador da pluma no mundo. Os contratos para maio se desvalorizaram 76 pontos, a US$ 85,57 centavos de dólar por libra-peso. Atualmente, ocorre o Ano Novo Lunar na China, época em que os negócios ficam muito fracos em países asiáticos. Segundo analistas, os principais importadores chineses de algodão estão praticamente inativos no mercado. O Ano Novo chinês começou na última sexta-feira e, normalmente, os negócios costumam ficar fracos por cerca de duas semanas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o algodão com pagamento em oito dias teve ontem leve alta de 0,04%, a R$ 2,2996 a libra-peso.

Embarques aquecidos O milho avançou ontem para o maior valor em mais de três meses na bolsa de Chicago, em meio aos sinais de aumento na demanda pelos estoques americanos. Os papéis para maio subiram 2,25 centavos, a US$ 4,4175 o bushel. Os embarques efetivos de milho pelos EUA somaram 549,79 mil toneladas na semana encerrada em 30 de janeiro, 25,4% menos que na semana anterior e abaixo das expectativas do mercado. Mas, no acumulado da atual safra 2013/14, as exportações já somam 14,59 milhões de toneladas, 84% acima do mesmo período do ciclo anterior. Segundo Frank J. Cholly, corretor da RJO Futures, em Chicago, a demanda pelo grão é crescente pois os preços caíram a níveis atrativos. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão subiu 0,98% a R$ 26,91 a saca.

Demanda firme Os preços do trigo subiram ontem pelo terceiro pregão consecutivo na bolsa de Chicago. Os papéis com entrega em maio se valorizaram 7,50 centavos a US$ 5,6575 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento fechou a US$ 6,1775 o bushel, alta de 6,75 centavos. Segundo analistas, sinais de demanda firme pelo trigo americano continuaram a dar sustentação ao cereal. Os EUA embarcaram 317,14 mil toneladas de trigo na semana encerrada dia 30, 20,3% menos que na semana anterior, segundo dados divulgados ontem pelo USDA. Mesmo assim, na atual safra, as exportações americanas da commodity acumulam crescimento de 35%. No Paraná, a saca de trigo foi negociada ontem em queda de 2,64%, a R$ 40,96, segundo o Deral/Seab.

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