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11/02/2014

Commodities Agrícolas

 

Impulso do clima

O café arábica voltou a avançar na bolsa de Nova York ontem, sob a influência das preocupações climáticas no Brasil (maior fornecedor mundial do grão). Os papéis com entrega em maio fecharam em elevação de 60 pontos, a US$ 1,3845 por libra-peso. Os grãos de café já se formaram na maioria das lavouras do Brasil, mas a falta de umidade em importantes regiões produtoras do país pode afetar seu desenvolvimento ou fazer com que caiam dos pés. Previsões da Somar Meteorologia indicam que o calor e a ausência de chuvas persistirão no Brasil pelo menos até a segunda quinzena de fevereiro. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 320,00 e a máxima de R$ 340,00, de acordo com o Escritório Carvalhaes.

Clima favorável

Os preços do cacau cederam na bolsa de Nova York ontem, depois de terem encerrado a sessão passada no maior valor em 29 meses. Os contratos com vencimento em maio fecharam em queda de 0,37% (US$ 12), a US$ 2.929 por tonelada. O tempo quente e seco no oeste da África (onde se concentram os maiores produtores mundiais da amêndoa) tende a favorecer a colheita da safra principal, indicam as previsões. Por outro lado, aumenta o estresse das lavouras da safra intermediária, que ainda estão em desenvolvimento. Em outros importantes produtores, como Brasil, Malásia e Indonésia, as condições climáticas continuam benéficas para as lavouras. No mercado de Ilhéus e Itabuna, o preço médio do cacau ficou em R$ 105 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Safra americana

As cotações do suco de laranja tiveram ligeira queda ontem na bolsa de Nova York, pressionadas pelo novo relatório do USDA. Os contratos futuros de suco com vencimento em maio fecharam o pregão de segunda-feira com retração de 10 pontos, cotados a US$ 1,4775 por libra-peso. Ontem, o USDA manteve a estimativa para a colheita de laranja nos EUA em 170,3 milhões de caixas para a safra 2013/14. Antes da divulgação do relatório, analistas esperavam uma redução na expectativa de produção. Além disso, o órgão americano manteve também a projeção para a colheita na Flórida (Estado que detém o segundo maior pomar de citros do mundo, atrás de São Paulo) em 115 milhões de caixas. No Brasil, o preço da laranja à indústria em São Paulo subiu 1,59%, a R$ 9,58 a caixa, de acordo com o Cepea.

Produção menor

Os preços do algodão fecharam em leve alta ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para maio encerraram o dia 87,90 centavos de dólar por libra-peso, em valorização de 5 pontos. Em relatório divulgado ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) rebaixou em 0,96%, para 25,4 milhões de toneladas, a expectativa para a produção global de algodão em 2013/14. O maior peso veio da China, para a qual o órgão projetou uma colheita 3% menor, a 6,96 milhões de toneladas, na comparação com o indicado em janeiro. Para os estoques globais da pluma, o USDA estimou uma queda de 1,16%, a 21 milhões de toneladas, na comparação com o relatório de janeiro. O indicador Cepea/Esalq para o algodão caiu ontem 0,07%, a R$ 2,2902 a libra-peso.

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