noticia 283104

12/02/2014

Commodities Agrícolas

 

Quarta queda seguida 

O açúcar demerara voltou a cair ontem na bolsa de Nova York, pela quarta sessão seguida. Os papéis com entrega em março fecharam a 15,73 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 20 pontos. Apesar da curva descendente, os danos às lavouras de cana que podem ser provocados pelo clima quente e seco no Brasil (maior fornecedor mundial de açúcar) continuam a deixar o mercado em alerta. Previsões apontam que o cenário de poucas precipitações e muito calor deverá continuar a dar o tom durante os próximos sete dias em São Paulo. Independentemente disso, o cenário global ainda aponta para mais uma temporada de oferta superior à demanda. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo caiu 0,72%, para R$ 49,80.

Ainda a Flórida 

As cotações do suco de laranja voltaram a recuar ontem na bolsa de Nova York. Foi a segunda queda consecutiva, mais uma vez motivada pelo fato de o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) não ter revisado para baixo sua estimativa para a safra da fruta na Flórida, Estado americano que abriga o segundo maior parque citrícola do planeja. Em relatório divulgado na segunda-feira, o USDA manteve a projeção de colheita de 115 milhões de caixas de 40,8 quilos, menor volume em mais de 20 anos. Os contratos para maio encerraram a terça-feira a US$ 1,620 por libra-peso, em baixa de 155 pontos. No mercado spot de São Paulo, onde está o maior parque citrícola do mundo, a caixa da laranja destinada às indústrias ainda vem sendo negociada por menos que R$ 10, segundo o Cepea/Esalq.

Oferta mais magra 

Os preços algodão subiram ontem na bolsa de Nova York, após terem registrado pequena baixa no pregão de segunda-feira. Os papéis para maio avançaram 130 pontos, a 89,20 centavos de dólar por libra-peso na bolsa americana. Segundo especialistas, o mercado reagiu, enfim, ao relatório de segunda-feira do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Nele, o órgão reduziu em 0,96%, para 25,4 milhões de toneladas, sua estimativa para a produção global em 2013/14. O maior peso veio da China, cuja colheita deverá ser 3% menor que o indicado pelo USDA em janeiro. Para os estoques globais da pluma, o órgão também estimou queda. No oeste baiano, a arroba da pluma saiu, em média, por R$ 72,75, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba)

De olho na China 

A soja subiu ontem em Chicago em meio às especulações de que a China cancelará menos compras dos EUA que o previsto. Os contratos para maio subiram 8,25 centavos, a US$ 13,205 o bushel. Nessa época do ano, os chineses costumam cancelar aquisições dos EUA e partir para mais compras na América do Sul, que vive o início de escoamento da sua safra. Mas, até agora, não houve a oficialização desses cancelamentos em larga escala. Conforme Pedro Dejneka, da PHDerivativos Consultoria, os chineses estão tentando trocar de dez a 12 navios de soja dos EUA para a América do Sul, mas esperaram demais e têm encontrado mais resistência. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 61,69, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.

Tags
Commodities Agrícolas
Galeria: