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21/02/2014

Commodities Agrícolas

 

Correção Um movimento de realização de lucros fez as cotações do açúcar recuarem ontem na bolsa de Nova York. Os contratos futuros da commodity com vencimento em maio encerraram o pregão a 16,69 centavos de dólar por libra-peso. Trata-se de uma retração de 16 pontos. Nos últimos dias, o açúcar vinha subindo em reação à estiagem que assola as lavouras de cana da região Centro-Sul do Brasil, principal produtor e exportador de açúcar do mundo. No início desta semana, a Unica, entidade que representa as usinas, estimou que a seca prolongada deve reduzir em 35 milhões a 40 milhões de toneladas a oferta de cana na região. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal registrou uma desvalorização de 0,34%, a R$ 50,40 a saca de 50 quilos. Em fevereiro, porém, há uma alta de 0,90%.

Realização de lucros Depois de ter registrado forte alta nos pregões de terça e quarta-feiras, a cotação do café arábica recuou ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 1,6945 por libra-peso, queda de 1,8%, ou 315 pontos. Mesmo com o recuo, a commodity acumula alta de 50% desde o início do ano na bolsa americana. A estiagem e as altas temperaturas registradas desde o começo do ano devem causar perdas nos cafezais do Brasil, maior produtor e exportador mundial da commodity. Analistas disseram que houve um movimento de realização de lucros após o rally desta semana. No mercado físico brasileiro, o café de boa qualidade foi negociado entre R$ 360 e R$ 380 a saca, e o café fino ficou em R$ 400, segundo o Escritório Carvalhaes, de Santos (SP).

Temor com oferta Os contratos futuros de cacau voltaram a subir ontem na bolsa de Nova York, impusionados pela estimativa de déficit mundial da amêndoa na temporada 2014/15. Segundo a Organização Internacional do Cacau, a demanda superará a oferta em 70 mil toneladas. Com isso, o papel mais negociado do cacau, para maio, terminou a sessão a US$ 2.976 por tonelada, com avanço de 1,43% (US$ 42) sobre o pregão anterior. O analista da Marex Spectron, Eric Sivry, disse que a oscilação dos preços da amêndoa deve durar vários dias, em função do movimento técnico dos investidores e da preocupação com a seca na África Ocidental, principal região produtora no mundo, que pode aumentar o déficit de cacau. No mercado brasileiro, o preço médio da amêndoa ficou em R$ 107,70 a arroba.

Seca em São Paulo O risco de o clima quente e seco que atinge o Centro-Sul do Brasil também afetar os pomares de laranja do Estado de São Paulo impulsionou as cotações do suco de laranja no pregão de ontem em Nova York. Os contratos futuros com vencimento em maio encerraram o dia negociados a US$ 1,4770 por libra-peso, alta de 365 pontos ou 2,53%. Segundo analistas, o clima seco pode prejudicar a produtividade dos pomares de laranja em São Paulo, maior parque de citros do mundo. Além disso, há incertezas sobre o tamanho da safra da Flórida. No início do mês, o USDA reafirmou sua projeção de que a região terá a menor colheita da fruta em mais de 20 anos. No mercado paulista, o preço da laranja entregue à indústria ficou estável, a R$ 9,36 a caixa, de acordo com levantamento do Cepea. No mês, o preço da caixa já subiu 5,9%.

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