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24/02/2014

Commodities Agrícolas

 

Superávit menor

A perspectiva de uma menor sobra de açúcar na safra 2014/15 influenciou os futuros da commodity na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos para maio, os de maior liquidez no momento, subiram 38 pontos, ou 2,27%, a 17,07 centavos de dólar por libra-peso. A Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês) reduziu, pela primeira vez em seis anos, as perspectivas de produção global de açúcar. Como resultado, a entidade diminuiu também a sua previsão para o superávit mundial do setor para 4,2 milhões de toneladas. A estimativa anterior era de 4,7 milhões de toneladas. Além disso, as previsões climáticas no Brasil, onde a seca prejudica os canaviais, ainda são altistas para o preços. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal subiu 0,08%, a R$ 50,44 a saca de 50 quilos.

Realização de lucros

Depois de subir mais de 2,5% na última quinta-feira, o preço do suco de laranja cedeu no pregão de sexta-feira, num movimento de realização de lucros. Os contratos futuros da commodity com vencimento em maio recuaram 0,71% (1075 pontos), negociados a US$ 1,4665 por libra-peso. Conforme analistas, os preços do suco devem seguir oscilando no intervalo entre US$ 1,37 e US$ 1,48 por libra-peso até que haja alguma novidade no lado dos fundamentos. No mercado, a aposta era a de que uma mudança mais significativa nos preços do suco de laranja só deveria acontecer no início de março, com a divulgação das novas estimativas da colheita da Flórida pelo USDA. Em São Paulo, o preço da laranja à indústria recuou 3,48%, a R$ 10,00 a caixa de 40,8 quilos, segundo o Cepea/Esalq. No mês de fevereiro, a valorização é de 10%.

Demanda asiática

Apesar de iniciar o pregão de sexta-feira em queda devido a um movimento de troca de contratos de opções, os preços da soja reagiram e encerraram a sessão em alta. Os contratos futuros do grão com vencimento em maio encerraram o dia negociados a US$ 13,625 o bushel, retração de 0,92% ou 12,5 centavos de dólar. Conforme analistas, a demanda asiática pela soja americana foi um dos fatores que ajudou a impulsionar os preços da commodity. Na última sexta, o USDA informou que foram fechados contratos para a exportação de 86,3 mil toneladas de soja, o que indica firme demanda. Além disso, o clima seco que atingiu as lavouras de Brasil e Argentina também preocupa os investidores. Em Paranaguá (PR), o preço da saca de soja ficou em R$ 71,60 a saca, queda de 0,5%, conforme o indicador do Cepea/Esalq.

Correção técnica

Em alta em todos os pregões da semana passada, os preços do trigo recuaram na sexta-feira nas bolsas americanas, num movimento de correção. Os contratos futuros para maio, os mais negociados no momento, fecharam a US$ 6,055 por bushel em Chicago, queda de 8 centavos de dólar. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento caiu 8,25 centavos de dólar, a US$ 6,7550 a bushel. Nos últimos dias, os preços do trigo vinham subindo devido aos temores com o clima frio que atinge o Estado de Kansas, maior produtor da commodity dos EUA. Caso a temperatura fique negativa, há risco de congelamento das plantas, o que tende a reduzir a produtividade da safra americana. No mercado interno, a saca de 60 quilos do cereal no Paraná caiu 0,02%, a R$ 41,88, segundo o Deral/Seab.

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