Commodities Agrícolas
Pouca oscilação
Os contratos futuros de cacau mantiveram ontem o comportamento dos últimos dias na bolsa de Nova York: oscilaram pouco diante da falta de novidades no campo dos fundamentos. Os papéis com entrega em maio fecharam em baixa de US$ 37, a US$ 2.921 por tonelada. No início da semana, os papéis da amêndoa atingiram o maior nível em 29 meses durante o pregão, com as notícias de que o tempo seco na África Ocidental poderá comprometer a produção na maior área cacaueira do mundo. Está previsto também um déficit de 70 mil toneladas de cacau nesta safra. No mercado brasileiro de Ilhéus e Itabuna, o preço médio do produto ficou em R$ 108 a arroba, de acordo com informações da Central Nacional de Produtores de Cacau.
Mais do mesmo
Em mais um pregão sem novidades no lado dos fundamentos, os preços do suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) voltaram a registrar pouca oscilação ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para maio fecharam a US$ 1,4655 por libra-peso, em queda de 30 pontos. De acordo com analistas, os preços da commodity não deverão apresentar grandes variações pelo menos até o início de março, quando o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) atualizará sua estimativa para a colheita da laranja na Flórida na safra 2014/15. No início deste mês, o órgão manteve a estimativa de que a colheita será a menor em 24 anos. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinadas às indústrias ficou em R$ 10, segundo o Cepea/Esalq.
Forte queda
O algodão despencou ontem na bolsa de Nova York, depois de duas altas seguidas. Os papéis para maio fecharam em baixa de 195 pontos, a 87,35 centavos de dólar por libra-peso. O aperto na oferta de algodão nos Estados Unidos vinha dando sustentação ao mercado nos últimos dias. O país é o maior produtor mundial da fibra, e a expectativa é de que sua colheita seja a menor em quatro anos, de acordo com o Departamento de Agricultura americano (USDA). Especialistas dizem, no entanto, que a escassez de demanda aos preços atuais passou a limitar a valorização da commodity. O mercado interno acompanhou o pessimismo internacional. O indicador Cepea/Esalq para a pluma caiu 0,14% ontem a R$ 2,2479 a libra-peso. No mês, o indicador acumula queda de 2,21%.
Demanda firme
Impulsionados pela demanda firme e pelas preocupações com os reflexos de adversidades climáticas sobre lavouras de alguns polos da América do Sul, os preços da soja subiram ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio subiram 12,25 centavos de dólar, para US$ 13,8725 por bushel. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que exportadores americanos fecharam contratos para a exportação de 568 mil toneladas do grão nesta safra 2013/14, volume considerado expressivo pelos analistas. No Paraná, onde o calor e a seca tendem a reduzir a colheita em 8% em relação ao ciclo 2012/13, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 63,92, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.