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06/03/2014

Commodities Agrícolas

 

Influência da seca

O açúcar demerara iniciou o pregão de ontem em baixa na bolsa de Nova York, mas logo o temor com o clima no Brasil voltou a dominar as atenções e os preços subiram e alcançaram o maior patamar em quatro meses. Os papéis para julho fecharam a 18,36 centavos de dólar por libra-peso, com ganhos de 42 pontos. O déficit hídrico em importantes regiões produtoras de cana do Centro-Sul brasileiro continua a preocupar o mercado. Os problemas no país, ainda que possam diminuir com as chuvas dos últimos dias, já afetaram as estimativas de produção da safra 2014/15. Contudo, a oferta global da commodity continua relativamente confortável. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal registrou alta de 0,56% e atingiu R$ 51,78.

Déficit mundial

O cacau oscilou ontem em um estreito intervalo em Nova York, mas fechou com ganhos. Os papéis com entrega em maio fecharam em alta de US$ 14, a US$ 2.970 por tonelada. A combinação entre a demanda aquecida e a escassez da amêndoa no mercado mundial tem impulsionado os preços, já próximos do maior patamar desde 2011. A seca no oeste da África e o excesso de chuvas na Indonésia - duas das mais importantes regiões produtoras de cacau do mundo - têm contribuído para limitar a oferta da commodity. Na semana passada, a Organização Internacional do Cacau elevou a estimativa para o déficit global de 70 mil para 115 mil toneladas no atual ciclo 2013/14. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o valor médio da arroba segue acima de R$ 100, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Temor com o clima

O suco de laranja subiu pelo terceiro pregão seguido em Nova York, sob o impulso do tempo seco no Brasil. Os papéis para maio fecharam em alta de 250 pontos ontem, a US$ 1,5570 por libra-peso, o maior valor desde abril de 2012. A estiagem em importantes regiões produtoras do Brasil alimentou o temor de uma redução na oferta de laranja do país, maior fornecedor mundial de suco. O mercado também está de olho no próximo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em 10 de março. Em fevereiro, o órgão reforçou a previsão de que a Flórida colha o menor volume de laranja dos últimos 24 anos. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu em R$ 10,33, de acordo com o Cepea/Esalq.

Cancelamento da China

Os preços da soja fecharam em queda ontem na bolsa de Chicago, pressionados por um cancelamento de compra da China. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 14,2050 por bushel, em baixa de 0,17% (2,50 centavos). O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou ontem que a China cancelou um carregamento de 245 mil toneladas que seria entregue pelos americanos até o fim desta temporada, em 31 de agosto. Os traders já esperavam que os chineses cancelassem compras por conta do avanço da colheita brasileira, que eleva a oferta da oleaginosa aos importadores. Em Sorriso (MT), a saca de 60 quilos tem sido negociada a cerca de R$ 54, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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