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11/03/2014

Commodities Agrícolas

 

Tensão climática

Os preços do açúcar demerara subiram na sessão passada na bolsa de Nova York, com a volta dos temores climáticos ao centro das atenções do mercado. Os contratos com vencimento em julho fecharam com ganhos de 15 pontos, a 18,36 centavos de dólar por libra-peso. Na semana passada, a commodity alcançou o maior valor em mais de quatro meses em Nova York, em função das preocupações com a seca em importantes regiões canavieiras do Brasil, maior produtor mundial de açúcar. Na Índia, segundo maior produtor, a previsão é que a oferta de açúcar caia ao menor volume em quatro anos, por conta do excesso de chuvas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 51,99, em elevação de 0,31%.

Pico em dois anos

As cotações do café arábica bateram um novo recorde na bolsa de Nova York ontem, ante as previsões de quebra de safra no Brasil. Os contratos para maio encerraram a sessão em alta de 655 pontos, cotados a US$ 2,0340 por libra-peso, o maior valor desde 1º de março de 2012. As recentes chuvas nas regiões produtoras brasileiras não serão suficientes para compensar a falta de precipitações desde o início do ano, segundo o corretor Thiago Cazarini, da Cazarini Trading, de Varginha (MG). A escassez de chuvas no país nos últimos meses tem elevado os temores de uma queda no fornecimento global. Como reflexo, os contratos futuros do café arábica acumulam alta de 82% desde o início do ano. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos subiu 5,59%, a R$ 472,22.

Safra da Flórida

O suco de laranja subiu ontem na bolsa de Nova York, impulsionado por uma nova revisão para baixo da safra da fruta na Flórida. Os papéis para maio fecharam em alta de 20 pontos, a US$ 1,5515 por libra-peso. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) cortou a previsão para a safra 2013/14 no Estado americano (que detém o segundo maior parque citrícola do mundo) de 115 milhões para 114 milhões de caixas. A produção da Flórida foi afetada pelo greening, doença bacteriana que deverá levar à menor produção em 24 anos. A colheita total nos EUA está prevista em 169,82 milhões de caixas, abaixo das 170,32 milhões de caixas projetadas em fevereiro. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu estável, em R$ 10,39, segundo o Cepea.

Aumento das vendas

Os preços do algodão encerraram a sessão de ontem em leve alta na bolsa de Nova York, em uma reação positiva ao aumento das projeções para a exportação americana da pluma. Os papéis com entrega em julho fecharam em elevação de 9 pontos, a 90,46 centavos de dólar por libra-peso. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou sua estimativa para os embarques de algodão dos EUA para 2,32 milhões de toneladas em 2013/14 e reduziu a previsão de estoques de passagem do país a 600 mil toneladas. Porém, a expectativa para a produção americana foi mantida em 2,87 milhões de toneladas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso com pagamento em 8 dias ficou em R$ 2,23, alta marginal de 0,02%.

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