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14/03/2014

Commodities Agrícolas

 

Temor com a África As cotações do cacau voltaram a subir na bolsa de Nova York ontem, em meio aos temores com o impacto do clima no oeste da África, região responsável por 70% da produção global. Os papéis para maio fecharam em elevação de US$ 60, a US$ 3.006 por tonelada. O tempo seco e quente no oeste da África já reduziu a perspectiva de colheita na Costa do Marfim e em Camarões. Uma infestação de insetos também ameaça diminuir a produtividade camaronesa. Para a atual safra 2013/14, a Organização Internacional do Cacau estima que a demanda ultrapasse a oferta em 155 mil toneladas. A entidade prevê que o mercado registre déficit pelos próximos cinco anos. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o valor médio da arroba ficou em R$ 105,00 ontem, conforme a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Nova queda Os preços do suco de laranja registraram a segunda sessão consecutiva de queda na bolsa de Nova York ontem, apesar das estimativas de safra nos principais polos produtores do mundo exercerem uma "pressão altista" sobre as cotações. Os contratos para maio fecharam em baixa de 1,47% (225 pontos), a US$ 1,5085 por libra-peso. São previstas quebras de safra nos dois principais parques citrícolas do mundo, São Paulo e Flórida. Na segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou um novo corte na estimativa de safra da Flórida. A nova previsão é de 114 milhões de caixas em 2013/14, quase 1% menor que a estimativa anterior. No mercado interno, o preço da caixa foi negociado a R$ 10,39, estável desde a última sexta-feira.

Sinal favorável A Ucrânia não assusta mais os compradores de trigo. Apesar da tensão geopolítica no Mar Negro se acirrar, os investidores acreditam que a produção e a exportação do país devem se manter inalteradas, o que pressionou os preços do cereal na bolsa de Chicago ontem. Os contratos para entrega em maio encerraram com queda de 1,46% (10 centavos), cotados a US$ 6,7375. A indicação de que tudo deve correr bem com o trigo na Ucrânia foi dada na quarta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que divulgou relatório indicando perspectivas "favoráveis em geral" à produção e vendas do país, um dos maiores fornecedores globais do cereal. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos no Paraná subiu 0,1%, a R$ 41,87, segundo o Deral/Seab.

Alta no campo em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou o mês de fevereiro em alta de 2,99%. A maior elevação foi observada nos preços de laranja para mesa, ovos e café. Banana nanica e as carnes suína e de frango sofreram queda. "Destaca-se o clima quente e a falta de chuvas como principal indicativo desse reajuste repassado pelos produtores às cadeias produtivas", afirmam os pesquisadores Danton Leonel de Camargo Bini e José Alberto Angelo, autores da pesquisa divulgada pelo IEA. Dentre os produtos em alta, a laranja para mesa apresentou o maior reajuste (27,18%). A seca e o calor reduziram a qualidade e, consequentemente, a oferta das variedades temporãs.

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