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17/03/2014

Commodities Agrícolas

 

Chuva no Centro-Sul As cotações do açúcar demerara fecharam em queda na sessão de sexta-feira na bolsa de Nova York, após o registro de pancadas de chuvas no Centro-Sul do Brasil, que interromperam o ciclo de falta de precipitações na região. Os contratos da commodity com entrega em julho tiveram queda de 48 pontos, cotados a 17,61 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas, as chuvas observadas no Sul e no Sudeste na semana passada aliviaram o estresse hídrico dos canaviais. Além disso, o pregão também foi marcado por uma realização de lucros por parte dos investidores, segundo analistas. Os preços também caíram no mercado interno. O indicador Cepea/Esalq em São Paulo teve queda de 0,27%, com a saca de 50 quilos cotada a R$ 51,78.

Forte queda Os contratos futuros do café arábica encerraram a sessão de sexta-feira com fortes perdas em Nova York, pressionados por um movimento de realização de lucros e pelas notícias de pancadas de chuva no Brasil. Os contratos para maio recuaram 3,67% (755 pontos), a US$ 1,984 por libra-peso. Os preços encerraram abaixo do "limite psicológico" de US$ 2 por libra-peso. Desde segunda-feira os papéis vêm sendo negociados acima desse patamar. Apesar das chuvas, os produtores afirmam que as perdas ocasionadas pela seca até o momento são irreversíveis. Para os próximos dias, são esperadas poucas ocorrências de precipitações nas regiões produtoras do país. No mercado doméstico, o Indicador Cepea/Esalq para o café recuou 1,81% para R$ 476,82 por saca.

Rumor de cancelamento Os rumores de que a China deve cancelar carregamentos de soja dos Estados Unidos voltaram ao mercado do grão na sexta-feira e colaboraram para a queda nas cotações. Os papéis com entrega em maio encerraram a sessão na bolsa de Chicago com desvalorização de 0,55% (7,75 centavos de dólar), cotados a US$ 13,885 por bushel. Também pesou sobre as cotações o cenário macroeconômico da China. O país, maior comprador da soja que o Brasil exporta, reportou na semana passada um crescimento de 8,6% em sua produção industrial do primeiro bimestre ante o mesmo período do ano passado, número abaixo do esperado pelos analistas. O indicador Cepea/Esalq para a soja em Paranaguá ficou estável em R$ 72,24 por saca na sexta-feira.

Seca nos EUA piora Dados sobre o aumento da extensão da seca nas regiões produtoras de trigo nos Estados Unidos impulsionaram os preços do cereal nas bolsas americanas na sexta-feira. Em Chicago, os lotes para maio fecharam com alta de 13,5 centavos de dólar, a US$ 6,8725 por bushel. Em Kansas, onde se comercializa o cereal de melhor qualidade, os contratos para maio avançaram 14,75 centavos, para US$ 7,515. O instituto U.S. Drought Monitor observou um aumento da área em Kansas e Oklahoma que passam por uma seca considerada "excepcional", ou seja, que já afeta o suprimento de água das lavouras. As tensões pré-referendo na Crimeia também tiveram impacto "altista" no mercado do trigo. No Paraná, a tonelada fechou a R$ 785,10, em média, alta de 0,41%, segundo o Cepea/Esalq.

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