Commodities Agrícolas
Clima no Brasil
As cotações do açúcar demerara voltaram a fechar em campo negativo ontem na bolsa de Nova York, após notícias de chuvas nas principais regiões produtoras do Brasil e em meio a um movimento de realização de lucros. Os papéis para entrega julho recuaram 21 pontos, a 17,40 centavos de dólar por libra-peso. O clima no Centro-Sul brasileiro, que concentra a maior produção de cana - e açúcar - do mundo, voltou a ficar chuvoso nos últimos dias, após meses de forte seca e temperaturas altas. Porém, para a próxima semana estão previstas poucas chuvas e temperaturas acima do normal para essa época do ano, o que tende a manter o estresse hídrico dos canaviais. A possibilidade de precipitações significativas é incerta. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal caiu 0,23%, a R$ 51,66 saca.
Déficit de oferta
Os contratos futuros do cacau fecharam ontem em alta na bolsa de Nova York, em mais uma sessão voltada para a estimativa de déficit de oferta da amêndoa nesta safra. Os lotes para entrega em julho fecharam cotados a US$ 1.893 por tonelada, alta de US$ 19 ante a sessão de sexta-feira. Durante o pregão, o preço chegou a alcançar US$ 1.878 a tonelada, o maior patamar desde setembro de 2011, quando uma guerra civil na Costa do Marfim prejudicou a produção local. A Organização Internacional do Cacau prevê um déficit de 115 mil toneladas de cacau para a safra 2013/14, e estima que o cenário de oferta apertada deva se repetir por no mínimo mais cinco safras. No mercado doméstico, o preço médio ficou estável em R$ 105 a arroba em Ilhéus/Itabuna, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Fundamentos altistas
Os contratos futuros do suco de laranja voltaram a se valorizar ontem na bolsa de Nova York, após perdas registradas em pregões anteriores. Os papéis com vencimento em julho subiram 245 pontos, a US$ 1,5205 a libra-peso. A valorização de ontem interrompeu a sequência de quedas das últimas três sessões. O cenário para o mercado do suco de laranja é "altista", já que as estimativas são de redução da produção nos principais parques citrícolas do mundo. Para a Flórida, segundo maior produtor de laranja do mundo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê uma safra de 114 milhões de caixas, a menor do Estado em 24 anos. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos de laranja para a indústria permaneceu a R$ 10,33, segundo o Cepea/Esalq.
Alívio com Ucrânia
Os preços do trigo recuaram nas bolsas americanas após a notícia de que as exportações da Ucrânia não foram prejudicadas pela tensão política no país. Em Chicago, os contratos para entrega em julho fecharam ontem com recuo de 12 centavos (1,74%), a US$ 6,7825 por bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, o mesmo vencimento caiu 7,25 centavos (8,9%), para US$ 7,385 por bushel. O temor de que a tensão no Mar Negro pudesse reduzir os embarques da Ucrânia se dissipou após o Ministério da Agricultura do país divulgar ontem que as exportações acumulam alta de 37,5% ante a safra passada. A Ucrânia é o sexto maior fornecedor de trigo do mundo. Já no mercado interno, a saca de 60 quilos no Paraná ficou em R$ 41,84, alta de 0,17%, segundo o Deral.