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25/03/2014

Commodities Agrícolas

 

De volta aos ganhos

Os preços dos contratos do café arábica para julho negociados na bolsa de Nova York fecharam ontem em alta de 525 pontos, a US$ 1,783 por libra-peso. O avanço encerrou a sucessão de baixas da última semana, que vinha sendo impulsionada por movimentos de realização de lucros. Desde o início do ano, as cotações do tipo arábica dispararam em Nova York por causa das estimativas de que a seca que atinge as regiões produtoras do Brasil reduzirá a produção nacional do grão. Porém, enquanto a colheita não se inicia, analistas e investidores fazem diferentes projeções de safra, dando margem para a ação de fundos especulativos. No mercado doméstico, o indicador do café arábica Cepea/Esalq subiu 2,58% ontem e atingiu R$ 397,27 a saca de 60 quilos.

Demanda firme

Os preços da soja registraram valorização na sessão de ontem em Chicago, impulsionados pelas indicações de forte demanda externa pelo grão produzido nos EUA. Os contratos para julho fecharam a US$ 13,9875 por bushel, elevação de 16,50 centavos. A alta foi uma reação a novos dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que reportou embarques de 732 mil toneladas de soja do país na semana até o dia 20, época em que historicamente as venda costumam ser mais fracas. O clima frio e seco em áreas do Meio-Oeste americano também tem alimentado preocupações com a produção do país. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos em Paranaguá tem se mantido estável em R$ 72,73, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.

Frio no Meio-Oeste

Áreas do Meio-Oeste americano continuam com baixas temperaturas e ausência de chuvas, o que poderá atrasar a semeadura de milho na safra 2014/15, que começará a ganhar força em maio. A previsão é que uma massa polar alcance a região nesta semana, com temperaturas entre 10 e 20 graus abaixo do normal, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos. Com isso, as cotações do grão para entrega em julho terminaram o dia negociadas na bolsa de Chicago a US$ 4,945 por bushel, alta de 10,75 centavos ante o fechamento de sexta-feira. Indicações de forte demanda externa pelo grão americano também deram suporte à alta das cotações. No mercado doméstico, o indicador de preços do Cepea/Esalq subiu 0,22%, para R$ 31,97 a saca de 60 quilos.

Chuvas insuficientes

As chuvas esperadas para as regiões produtoras de trigo nos Estados Unidos no fim de semana foram insuficientes ou inexistentes, o que aumentou a preocupação com a safra de primavera do cereal no país, atualmente em fase de dormência. Em algumas áreas do Texas e em Oklahoma não há chuvas há 60 dias. A previsão é que o tempo seco continue ao menos pelos próximos sete dias. Como reflexo, os contratos do grão para entrega em julho negociados na bolsa de Chicago fecharam ontem com alta de 21,25 centavos, a US$ 7,1675 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, o mesmo vencimento subiu 23,75, para US$ 7,9025 por bushel. Já no mercado interno, o preço médio no Paraná recuou 0,32% para R$ 806,91 a tonelada, segundo levantamento do Cepea/Esalq.

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