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08/04/2014

Commodities Agrícolas

 

Tendência de baixa Os preços do açúcar demerara recuaram ontem na bolsa de Nova York, após duas sessões seguidas de alta. Os contratos do produto com vencimento em julho encerraram o dia cotados a 17,51 centavos de dólar por libra-peso, queda de 28 pontos ante o fechamento de sexta-feira. Segundo analistas, a tendência para o mercado do açúcar é de novas quedas nos preços, já que, apesar das incertezas quanto à safra brasileira de 2014/15, a demanda global está fraca, gerando excesso de oferta da commodity. Porém, as previsões climáticas indicam mais dias de seca no Centro-Sul do Brasil ao longo desta semana, o que pode influenciar as negociações em Nova York. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal caiu 0,29%, para R$ 51,90.

Produção menor As cotações do café arábica dispararam mais uma vez ontem na bolsa de Nova York, como na última sexta-feira, diante dos últimos números sobre a safra brasileira do grão. De acordo com estudo da Fundação Procafé contratado pelo Conselho Nacional do Café, o país deve ter na safra 2014/15 uma produção 14% menor que o previsto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Dessa forma, a estimativa é de que o país produza entre 40,1 milhões e 43,3 milhões de sacas no período. O dado, divulgado na sexta-feira, ainda repercutiu entre os investidores e fez os preços dos contratos para julho fecharem com avanço de 845 pontos, a US$ 1,9555 por libra-peso. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica subiu 2,15% ontem, para R$ 424,29 por saca.

Incerteza com China A notícia de que um navio de soja brasileira com 75 mil toneladas que havia sido contratado por importadores chineses aportou ontem na costa leste dos Estados Unidos chacoalhou o mercado do grão em Chicago. Estima-se que mais 10 carregamentos do Brasil chegarão aos portos americanos em uma ação de triangulação executada pela China, segundo Francisco Peres, corretor da Labhoro. Isso tem indicado ao mercado uma retração do potencial da demanda chinesa. Em Chicago, os contratos com vencimento em julho encerraram ontem a US$ 14,6425 por bushel, recuo de 0,64% (9,5 centavos). No mercado interno, as negociações ficaram paralisadas, e indicador Cepea/Esalq para a soja no porto de Paranaguá manteve-se em R$ 72, estável em relação à sexta-feira passada.

Seca preocupa Os investidores se decepcionaram com as poucas chuvas que atingiram as áreas produtoras de trigo nos Estados Unidos e aumentaram suas apostas na alta do cereal, acreditando que a seca possa resultar em algum dano à cultura no país. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia americano, as chuvas não alcançaram nem 250 milímetros no sul de Kansas, onde a seca já atinge 99% da área. Na bolsa de Chicago, os contratos do trigo para julho encerraram o dia cotados a US$ 6,835 o bushel, alta de 7 centavos. Em Kansas, onde é negociado o grão de melhor qualidade, os papéis para entrega em julho subiram 7,5 centavos, negociados a US$ 7,46 o bushel. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná subiu 0,42%, para R$ 835,90 a tonelada, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.

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