Commodities Agrícolas
Nova disparada
Pela terceira sessão seguida, os preços do café tiveram forte valorização na bolsa de Nova York ontem, impulsionados pela última estimativa de quebra de safra no Brasil. Os contratos do arábica para entrega em julho fecharam ontem com alta de 315 pontos, a US$ 1,987 por libra-peso. As previsões de mais dias de seca em Minas Gerais dão força ao movimento de alta. De acordo com o Climatempo, devem ocorrer apenas pancadas isoladas no triângulo mineiro até sexta-feira. Para analistas, a continuação da estiagem gera temores não só para a atual safra, como também para o ciclo 2015/16. No mercado interno, a valorização foi mais forte. O indicador Cepea/Esalq para o café arábica subiu 4,24% para R$ 442,29 a saca de 60 quilos. No mês, o indicador acumula alta de 11,59%.
Ajuda do dólar
Os preços do algodão acompanharam ontem o movimento das commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York e fecharam em alta. A valorização geral foi impulsionada pela nova queda do dólar ante as moedas emergentes. No caso do algodão, houve também influência do baixo nível de estoques americanos da pluma, apesar da perspectiva de aumento de área plantada para a próxima safra, e da incerteza quanto à tentativa da China de reduzir significativamente as importações de algodão. Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão em Nova York cotados a 92,41 centavos de dólar por libra-peso, alta de 124 pontos ante o fechamento anterior. Já no mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma caiu 0,46% para R$ 2,1225 por libra-peso.
Expectativa com USDA
As especulações sobre os próximos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também influenciaram o mercado da soja ontem na bolsa de Chicago. A expectativa é de que o órgão oficial, que tem status de ministério, corte sua estimativa para os estoques de passagem do país. A última previsão do USDA já foi de estoques baixos e logo após sua divulgação levou a fortes altas nas cotações da oleaginosa. Analistas acreditam que os estoques americanos possam chegar a 3,8 milhões de toneladas. Ontem, os contratos do grão para entrega em julho fecharam com elevação de 13,50 centavos, cotados a US$ 14,615 por bushel em Chicago. Já no mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a soja teve forte queda de 4,17%, para R$ 69 a saca de 60 quilos.
Ajuste de posições
As cotações do milho encerraram em alta ontem na bolsa de Chicago reflexo de um ajuste de posições que os investidores realizaram no dia anterior à divulgação dos próximos dados de oferta e demanda mundial de grãos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Especula-se que o órgão corte sua estimativa de estoques de passagem no país para 35,63 milhões de toneladas, ante sua última previsão, de 36,98 milhões de toneladas. O clima nos EUA também continua no radar dos investidores, já que a umidade permanece nas lavouras e deve atrasar o plantio. Os contratos do milho para julho fecharam com alta de 7,75 centavos, a US$ 5,13 por bushel. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho subiu 0,13% para R$ 31,28 a saca.