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08/07/2014

Commodities Agrícolas

 

Ampla oferta nos EUA O clima favorável nos Estados Unidos, que tem deixado tranquilos os produtores de algodão, motivou ontem uma nova queda dos preços na bolsa de Nova York. Os papéis para outubro fecharam com recuo de 156 pontos, a 70,23 centavos de dólar por libra-peso. As atenções estão voltadas para a umidade no Texas, que sofreu no início do ano com uma forte seca, mas que tem recebido precipitações acima do esperado nas últimas semanas, o que pode assegurar, em conjunto com a expansão da área plantada, uma ampla oferta na safra 2014/15 dos EUA. As chuvas também devem incentivar o produtor a colher a maior superfície possível. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a fibra com pagamento em oito dias caiu 0,16%, para R$ 1,8775 por libra-peso.

Em queda livre Pela sexta sessão consecutiva, os preços da soja na bolsa de Chicago recuaram, ainda sob o impacto da última previsão de aumento de área plantada com a oleaginosa e do clima favorável nos EUA. Os contratos para agosto fecharam com recuo de 26,50 centavos, a US$ 12,7325 por bushel. Segundo a empresa de meteorologia DTN, o tempo nas áreas produtoras do Meio-Oeste americano deve se manter favorável ao menos pelos próximos seis dias. O clima colaborou para que 72% das lavouras do país continuassem em condições boas a excelentes até o último domingo. Além disso, a queda já era esperada para a segunda-feira de pós-feriado seguido de fim de semana nos Estados Unidos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a soja no Paraná caiu 2,1% para R$ 64,90 a saca.

Clima favorável Os contratos de milho negociados na bolsa de Chicago caíram pela quinta sessão consecutiva ontem, reflexo do clima favorável às lavouras nos Estados Unidos. Os papéis para setembro fecharam com queda de 9 centavos, a US$ 4,005 o bushel. Como a área plantada no país recuou para a safra 2014/15 - conforme indicou o Departamento de Agricultura do país (USDA) na semana passada -, o mercado olha apenas para as notícias meteorológicas, uma vez que a boa umidade neste momento pode favorecer as plantas, que estão em fase de polinização. As previsões indicam novas precipitações em nível suficiente para o desenvolvimento das lavouras do cereal. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho recuou 1,37%, para R$ 24,39 a saca.

Vendas menores Os preços do trigo despencaram ontem nas bolsas americanas diante do baixo volume de exportações dos EUA na semana passada. Em Chicago, os contratos do cereal para setembro fecharam com queda de 22,75 centavos, a US$ 5,5675 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os lotes com igual vencimento tiveram baixa de 17,50 centavos, a US$ 6,6975 o bushel. Em junho, os EUA embarcaram 18% a menos que no mesmo mês de 2013. Os compradores internacionais têm dado preferência ao produto de outros fornecedores, como Rússia, Ucrânia e França, apesar de as cotações do cereal estarem em queda nas bolsas americanas desde maio. No mercado interno, o preço médio da tonelada de trigo no Paraná calculado pelo Cepea/Esalq caiu 1,4%, para R$ 715,81.

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