Commodities Agrícolas
Volatilidade em NY O mercado do café arábica continua oscilando com base em movimentações técnicas, e a busca por uma recuperação de patamares que ficaram para trás elevou modestamente os preços ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para entrega em setembro fecharam com alta de 55 pontos, a US$ 1,625 a libra-peso. As perspectivas de quebra de safra no Brasil continuam no foco dos investidores, mas a incerteza sobre o volume perdido impede uma oscilação mais segura das cotações. Para Carlos Costa, da Pharos Risk Commodities Management, o mercado alcançou um patamar de sobrevenda no dia anterior, favorecendo correções para cima. No mercado interno, as negociações ainda estão "semiparalisadas", com cotações nominais para o café de boa qualidade de R$ 400 e R$ 410 a saca de 60,5 quilos.
Piso em três semanas As cotações do cacau recuaram ontem na bolsa de Nova York, direcionadas pelo pessimismo dos traders com os novos dados de moagem da amêndoa na América do Norte, que serão divulgados hoje. Os contratos para setembro fecharam com queda de US$ 44, a US$ 3.062 a tonelada, o menor valor em três semanas. O volume do produto processado costuma ser um termômetro da demanda mundial. Na Europa, a moagem no segundo trimestre ficou abaixo das expectativas, e os analistas acreditam que o enfraquecimento da demanda global também deve ter tido reflexos na América do Norte no período. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba continua a ser negociada por pouco menos de R$ 110, conforme a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Movimentos técnicos Apesar dos fundamentos baixistas para os preços da soja, as cotações da oleaginosa subiram no pregão de ontem na bolsa de Chicago, puxadas por movimentos técnicos. Os papéis para setembro encerraram as negociações a US$ 11,2150 o bushel, alta de 17,24 centavos de dólar. O mercado continua sob a pressão de uma ampla oferta prevista para 2014/15, que começa a ser colhida nos EUA em agosto, e também da indicação de que os estoques internos no país no fim da atual temporada (2013/14) estarão mais carregados do que o previsto. Além disso, empresa de meteorologia DTN previu temperaturas baixas nesta semana no Meio-Oeste do país, o que pode causar uma lentidão acima do esperado no desenvolvimento da plantações. O indicador Cepea/Esalq para o Paraná subiu ontem 0,5%, a R$ 62,13 a saca.
Andando de lado A perspectiva de que os preços mais baixos podem voltar a estimular compras de trigo dos Estados Unidos contribuiu para que os futuros do cereal fechassem ontem em campo positivo na bolsa de Chicago. Os papéis para dezembro subiram 1 centavo de dólar, a US$ 5,62 o bushel. Na bolsa de Kansas, no entanto, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos para setembro recuaram 1 centavo de dólar, a US$ 6,4850 o bushel. Os traders têm operado, de um lado, com a perspectiva de aumento da produção global puxada pelos Estados Unidos e pela União Europeia, e do outro com a perspectiva de que os compradores voltem a acessar o mercado americano após fortes recuos nos preços na bolsa de Chicago. No mercado do Paraná, a saca do cereal foi negociada em queda de 1,54%, a R$ 38,43, segundo o Deral/Seab.