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08/08/2014

Commodities Agrícolas

 

Mercado volátil 

Os preços do café têm enfrentado volatilidade desde a forte alta na quinta-feira da semana passada em Nova York - e, ontem, passaram por uma nova correção para baixo. Os lotes do arábica para dezembro fecharam em queda de 670 pontos, a US$ 1,8815 por libra-peso. Os traders esperam detalhes sobre a colheita no Brasil. O país elevou as exportações de janeiro a julho em 18,5%. No mês passado, os embarques ainda foram resultantes de estoques remanescentes. Apesar do Brasil estar garantindo o abastecimento da demanda externa, há preocupações com o esvaziamento dos estoques internos e sua capacidade de recomposição ante uma safra menor que está sendo colhida. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca caíram 2,66%, a R$ 433,60.

Nova alta em NY 

As cotações do cacau registraram mais uma alta ontem na bolsa de Nova York, diante da demanda aquecida e sinais de menor oferta no oeste da África. Os contratos da amêndoa com vencimento em dezembro fecharam com elevação de US$ 15, cotados a US$ 3.215 a tonelada. Na Nigéria, a colheita e a venda do produto no Estado de Osun ficarão paralisadas até a realização da eleição para o governo local - serão retomadas na segunda-feira. Em algumas regiões produtoras, o excesso de chuvas tem dificultado a secagem da amêndoa. Por enquanto, o surto de Ebola na África Ocidental não alcançou os países produtores nem ameaça atingir os preços, de acordo com analistas. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a amêndoa foi negociada, em média, por R$ 110 a arroba.

Tensão geopolítica 

Apesar das previsões climáticas favoráveis às lavouras de soja dos EUA, os preços da oleaginosa avançaram na bolsa de Chicago ontem. Os contratos para setembro fecharam em alta de 2,75 centavos, a US$ 10,9925 por bushel. Os mapas meteorológicos indicam mais chuvas para o cinturão produtor no Meio-Oeste americano, o que deve beneficiar a soja, que está em fase de enchimento de vagens. Ocorre que, no cenário macroeconômico, os traders continuam atentos ao conflito entre Ucrânia e Rússia. Embora os dois países não sejam importantes exportadores de soja, a oleaginosa sofre os reflexos do impacto geopolítico nos preços de outros grãos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos no Paraná registrou leve baixa de 0,19%, a R$ 63,49.

Ajuste técnico 

Após seis altas seguidas, os preços do trigo recuaram ontem nas bolsas americanas, diante de ajustes técnicos. Em Chicago, os papéis para dezembro fecharam em queda de 7,75 centavos, a US$ 5,79 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os lotes com o mesmo prazo de entrega encerraram a sessão em baixa de 9 centavos, a US$ 6,5975 o bushel. Para analistas, o mercado entrou em um patamar de sobrecompra, o que motivou uma liquidação de posições. Além disso, analistas e traders também estão prevendo que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) vá elevar suas projeções de estoques globais de trigo no próximo relatório. No mercado doméstico, o preço médio do trigo no Paraná apurado pelo Cepea/Esalq caiu 1,33%, para R$ 599,25 a tonelada.

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