Roda de conversa integrou campanha nacional e reforçou o compromisso da SEAP com a humanização e a ressocialização no sistema prisional baiano
Teixeira de Freitas, sexta-feira, 30 de janeiro de 2026 — O Conjunto Penal de Teixeira de Freitas realizou, no mês de janeiro, uma ação alusiva à campanha nacional Janeiro Branco, iniciativa voltada à conscientização sobre a importância do cuidado com a saúde mental e emocional. A atividade teve como público-alvo internos que exercem atividades laborativas na unidade, promovendo um espaço de diálogo, reflexão e escuta qualificada.
A campanha Janeiro Branco busca incentivar a população a olhar com mais atenção para a saúde emocional, compreendendo que o equilíbrio mental é um fator essencial para o bem-estar individual e coletivo. No ambiente prisional, esse cuidado se torna ainda mais relevante, pois contribui diretamente para o desenvolvimento pessoal, a convivência saudável e o processo de ressocialização.
Com esse propósito, foi realizada uma roda de conversa, conduzida pela psicóloga Vanessa de Lima, que abordou temas relacionados ao autocuidado, à gestão das emoções e à importância de buscar apoio psicológico. A atividade contou ainda com a participação do coordenador laborativo Breno Reis Carvalho, que destacou o papel do trabalho prisional aliado às ações de cuidado com a saúde mental como instrumentos fundamentais para a reintegração social.
Durante o encontro, os participantes tiveram a oportunidade de compartilhar experiências, esclarecer dúvidas e refletir sobre práticas que favorecem o equilíbrio emocional e a melhoria da qualidade de vida. O momento foi finalizado com um espaço destinado à escuta individual e coletiva, seguido de um lanche compartilhado, fortalecendo o ambiente de acolhimento e respeito mútuo.
A iniciativa integra as ações desenvolvidas pela Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (SEAP), que reafirma seu compromisso com a humanização do sistema prisional, a valorização da dignidade humana e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à ressocialização.
Por meio de ações como essa, as unidades prisionais baianas seguem atuando não apenas no enfrentamento ao crime organizado, mas também na construção de um sistema prisional mais seguro, humanizado e comprometido com a transformação social.
Texto: Ticiana Schidler
Fotos: SEAP/NUCOM