Mulheres da RMS vão comemorar o seu Dia com sabor especial

30/04/2015

O Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado domingo 8, terá um sabor muito especial para as trabalhadoras da Região Metropolitana de Salvador (RMS). Dados do Boletim Especial Mulheres, divulgado nesta quinta-feira 5, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelam que “o aumento da ocupação e do rendimento médio real e redução da taxa de  desemprego foram fundamentais na melhoria da inserção das mesmas no mercado de trabalho em 2014”.

“Há cinco anos consecutivos, a ocupação vem se elevando para as mulheres na RMS. Em 2014, o crescimento foi superior ao observado no ano passado, porém com melhorias para ambos os sexos”, avalia o analista da SEI, Luiz Chateubriand. “No  ano de 2013, o pequeno aumento no contingente de ocupadas não foi suficiente para absorver a demanda feminina por trabalho, o que levou ao acréscimo no número de desempregadas”, revela a técnica do Dieese, Ana Simões.

Utilizando-se da pesquisa PED-RMS executada pela SEI em parceria com o Dieese, Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda (Setre) e a Fundação Seade do Estado de São Paulo, com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE/FAT), os técnicos destacaram ainda que “as mulheres elevaram o seu rendimento médio real, inclusive acima dos ganhos constatados entre os homens”. Mas ressaltam: “Apesar dessas importantes melhorias na inserção ocupacional, as mulheres  continuam sendo maioria entre os desempregados”.

Sinalização - Sobre a representação das mulheres entre os desempregados, sempre significativa, houve um decréscimo entre 2013 e 2014. Passou de 58,9% para 55,6%. “A redução do contingente desempregado feminino levou ao consequente declínio na sua taxa de desemprego, diferentemente do que ocorreu em 2013, quando a taxa de desemprego entre as mulheres se elevou”, aposta o estudo.

O Boletim Especial Mulheres sinaliza também que se observa o peso de inserções mais precárias das mulheres no mercado de trabalho e com baixos rendimentos. “As mulheres persistem auferindo rendimentos médios reais inferiores aos dos homens, em qualquer posição ocupacional ou setor de atividade analisados”.

Ana Simões, do Dieese, destaca que 2014 foi um ano relativamente bom para as mulheres no mercado de trabalho, dado que houve elevação de ocupação principalmente em posições como o setor privado com carteira de trabalho assinada e o setor público. Isso se refletiu na redução da taxa de desemprego. Outro resultado positivo foi a elevação do rendimento médio, o que fez com que se reduzisse a distância entre rendimentos de mulheres e homens”.

Luís Chateaubriand, da SEI, comemora o resultado positivo, mas ressalta o que ainda é preciso avançar: “Embora o resultado seja positivo, isso não foi suficiente para eliminar as desigualdades entre homens e mulheres no mercado de trabalho. As mulheres persistem com os as maiores taxas de desemprego.


Ascom Setre
06.03.2015
Com informações da Ascom SEI