Encerrada semana de mobilização contra o Trabalho Escravo

28/01/2016
Debate no auditório do Ministério Público do Trabalho (MPT), no bairro da Vitória, em Salvador, encerrou nesta quinta-feira 28, a Semana de Mobilização contra o Trabalho Escravo na Bahia. O encontro procurou alertar a sociedade sobre a importância de denunciar, através dos canais existentes, qualquer forma de trabalho degradante. 

Representando o governador Rui Costa, o secretário estadual do Trabalho e Esporte, Álvaro Gomes, ressaltou a proposta de trabalho da Semana de Mobilização que realizou diversas ações preventivas, pautadas pela sensibilização e conscientização. Entre as autoridades presentes, estavam o procurador-chefe do MPT, Alberto, e o superintendente regional do Trabalho e Emprego, José Maria Dutra.

Luta permanente

Titular da Setre disse que a luta contra o trabalho escravo é permanente e deve ser intensificada a cada dia. “Precisamos construir uma sociedade com trabalho decente, seja em momentos favoráveis ou não. Grandes avanços já foram conquistados, mas temos um longo caminho a percorrer para eliminar de vez esta chaga social”.  

Segundo a representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fernanda de Castro, existem hoje cerca de 21 milhões de pessoas vítimas do trabalho, que gera a seus exploradores a vultosa soma de R$ 150 bilhões com essa prática. “Apesar do enfrentamento constante ainda não conseguimos erradicar essa chaga social do mundo”.  

Sociedade instrumentalizada
De caráter pedagógico, a Semana de Mobilização buscou instrumentalizar a sociedade para que ela seja parceira na luta contra o tráfico de pessoas. A iniciativa da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo da Bahia (Coetrae-BA) atuou em vários locais, especialmente no Terminal Rodoviário de Salvador e no Aeroporto Internacional 2 de Julho.

Durante a semana de ações, baianos e turistas receberam materiais explicativos sobre trabalho forçado, retenção de documentos, jornada exaustiva e outras formas de exploração que caracterizam o trabalho análogo ao escravo.

Representações sociais

Participaram da Semana de Mobilização contra o Trabalho Escravo, representantes do Governo do Estado, por meio das secretarias de Justiça Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS); do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre); da Educação (SEC) e da Segurança Pública (SSP).

Também prestigiaram o evento, representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT); Polícia Rodoviária Federal (PRF); Justiça do Trabalho da 5ª Região; Associação dos Magistrados da 5ª Região; Ministério do Trabalho, Previdência Social da Bahia; Defensoria Pública da União; Confederação Nacional dos Trabalhadores Agrícolas; e Instituto Geografar (Ufba). 


28.01.2016
Ascom Setre
Lício Ferreira – MTE –Ba 793