Associação Só Cacau fortalece empreendedorismo feminino no sul da Bahia

15/10/2019
Em Camacan, no sul da Bahia, um grupo de mulheres descobriu no chocolate produzido através da agricultura familiar, uma alternativa para a geração de emprego e renda. A Associação Só Cacau, que tem sede no bairro Panelinha, é mais um exemplo de que a união e o empreendedorismo podem mudar a realidade das pessoas e movimentar a economia.

A Associação, apoiada pelo Centro Público de Economia Solidária (Cesol) Litoral Sul, equipamento ligado à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), trabalha com o cacau de forma mais rústica, aprimorando o verdadeiro sabor da amêndoa e suas propriedades nutricionais e medicinais. 

“Um dos grandes potenciais econômicos da região sul é o adensamento da cadeia produtiva do cacau, com a produção do chocolate e outros derivados. Vários empreendimentos da economia solidária já desenvolvem esse trabalho e o Cesol atua de maneira consistente nesse segmento para ajudar, principalmente, na comercialização, que é um dos principais desafios do segmento”, ressalta o titular da Setre, Davidson Magalhães.

Um dos destaques da Associação é o creme de cacau Cacauela, versão sulbaiana de um famoso creme de avelã, lançado com grande sucesso, no mês de julho, durante o Festival Internacional do Cacau e Chocolate de Ilhéus. Além disso, são comercializados 18 produtos como amêndoas de cacau caramelizadas, cacau em pó 100% natural, melaço do mel de cacau, nego bom de cacau, bolo de cacau, cacauadas, chocolate com 60% de cacau, nibs in natura e licor da amêndoa de cacau.

O grupo é formado por seis mulheres. “O importante é que todas passaram a ter uma renda complementar, já que a maioria estava desempregada ou dependia de programas sociais como o Bolsa Família”, afirma a integrante da Só Cacau, Maria Helena Guimarães, que é professora pós-graduada em Gestão de Cacau e Chocolate.

“Mesmo com outras atividades, nunca deixei de fazer minhas receitas dos derivados do cacau. Sempre atuei na comunidade como militante da Pastoral da Criança e ajudando as famílias carentes a desenvolver receitas de alimentação alternativa e daí surgiu a ideia de formação da Associação Só Cacau”, conta.