Um seminário com o tema “Trabalho Doméstico: a favor da vida e valorização da profissão” marcou o encerramento do Projeto (Re) Construindo Futuros pela Igualdade, iniciativa do Sindicato das (os) Trabalhadoras (es) Domésticas (os) da Bahia (Sindoméstico) em parceria com a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). O evento foi realizado neste domingo (21), no Colégio Estadual Carlos Marighella, no bairro do Stiep, em Salvador.
Financiado pelo Fundo de Promoção do Trabalho Decente (Funtrad), o projeto ofereceu capacitação profissional para 960 trabalharas (es) domésticas (os) de municípios localizados nos Territórios de Identidade Metropolitano Salvador, Extremo Sul, Sudoeste Baiano e Portal do Sertão. Durante o projeto, as (os) trabalhadoras (es) tiveram aulas práticas e teóricas divididas em quatro módulos: social, segurança do trabalho, cuidador (a) de pessoas e culinária e ainda participaram de rodas de diálogo.
A presidenta do Sindoméstico/Ba, Milca Martins, destacou a importância do projeto para a categoria. “Desde a infância nos foi negado o direito ao estudo e conhecimento. Os cursos permitiram a busca a esse conhecimento, para que todos possam saber sobre os seus direitos e procurar melhores condições de trabalho, remuneração digna e reconhecimento”, disse.
Em depoimento para o catálogo comemorativo aos 10 anos de editais do Funtrad, a trabalhadora Sheila Souza, de 47 anos, ressaltou que o projeto abriu portas, levando conhecimento técnico. “O curso foi um up na minha vida, na minha profissão. Agregou muito conhecimento, sabedoria, tirei muitas dúvidas que, para mim, foram essenciais sobre congelamento”.
A secretária de Formação Sindical e de Estudos do Sindoméstico/Ba, Creuza Oliveira, também considerou a iniciativa fundamental por abordar temas de interesse da categoria. “As capacitações trouxeram temas relevantes como empoderamento, cuidado com a saúde, enfrentamento à violência contra a mulher, direitos sociais, luta por moradia”, disse. Creuza Oliveira destacou que a categoria tem mais de 500 mil trabalhadoras/es na Bahia. “A categoria é imensa e precisa de políticas públicas voltadas para ela”, acrescentou.
O seminário reuniu o secretário-executivo da Agenda Bahia do Trabalho Decente (ABTD), Álvaro Gomes, representando a Setre; a chefa de gabinete da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Aldinha Sena, e a Superintendente de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), Mercia Porto Barata.
“A categoria das trabalhadoras domésticas sofre muitos preconceitos, discriminação e exploração. É importante que possamos fazer com que a categoria seja reconhecida pela sociedade. Para isso, a SETRE tem promovido ações para que os trabalhadores e trabalhadoras domésticas sejam cada vez mais valorizados e reconhecidos”, frisou o secretário-executivo da ABTD, Álvaro Gomes.
A mesa diretora do evento contou, ainda, com a participação da presidente do Sindoméstico/Ba, Milca Martins; do, diretor-financeiro, Francisco Xaviera; das trabalhadoras domésticas e participantes do projeto, Flávia Viviane dos Santos, de Feira de Santana, e Jaciara Brito de Andrade Santos, beneficiária de um das turmas em Salvador, além da diretora do Colégio Carlos Marighella, Aldair Almeida Dantas.
Ascom Sindoméstico e Setre