Cidade Carnavalesca certifica 100 alunos com desfile, exposição e apresentação artística

24/02/2025

Solenidade aconteceu nesta segunda-feira, 24, na sede do Afoxé Filhos de Gandhy

Um total de 100 pessoas receberam a certificação de conclusão da primeira etapa do projeto Cidade Carnavalesca, ação do Governo da Bahia que visa inserir trabalhadores e artistas na cadeia produtiva do Carnaval baiano, com geração de renda. O evento, que contou com desfile e exposição de adereços cênicos embalados pela batida percussiva, aconteceu nesta segunda-feira, 24, na sede do Afoxé Filhos de Gandhy (Pelourinho), com a presença de secretários das pastas envolvidas na ação.

Alunos dos cursos de percussão, adereçaria e costura cênicas receberam o certificado de qualificação profissional e realizaram apresentações e exposição de peças como torsos e turbantes, acessórios afro confeccionados com tecidos, máscaras de Carnaval com técnicas de papietagem, entre outros produtos comercializáveis.

Um dos formandos do curso de percussão profissional realizado pelo Afoxé Filhos de Gandhy, Rafael Vidal, disse que o curso não formou somente músicos, mas também cidadãos sabedores que sabem de seus direitos e deveres."Quando a gente sair daqui formado porta afora, para a gente saber onde é o nosso lugar na sociedade, o que é que a sociedade pode prestar para a gente, o que a gente tem que prestar para a sociedade também. Me sinto muito grato e hoje está saindo daqui formado da sede do Afoxé Filhos de Gandhy", disse Rafael.

O Cidade Carnavalesca tem execução da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), da Cultura  (Secult) e Associação Afoxé Filhos de Gandhy.

 

Ricardo Filho/Ascom Setre
Secretário Augusto Vasconcelos durante evento de certificação do projeto Cidade Carnavalesca
Fonte/Crédito
Ricardo Filho/Ascom Setre

 

Oportunidade - O secretário da Setre, Augusto Vasconcelos, lembrou que o curso oferece formação completa, contemplando a parte técnica e de cidadania.

"Quando nós lançamos o projeto Cidade Carnavalesca, com os cursos de adereçaria cênica, de costura, de dança, de percussão, nós estávamos promovendo exatamente a possibilidade de que mais pessoas, homens e mulheres, e principalmente mulheres - que a imensa maioria das alunas inscritas são mulheres - pudessem ter um ganho de renda nesse período do Carnaval. A gente sabe que não é fácil enfrentar o dia a dia para botar um prato de comida para os nossos filhos, e vocês aqui estão tendo essa oportunidade (...). E os cursos sempre eram antecedido de questões éticas, de questões de formação de cidadania, porque é a marca da nossa Secretaria e do Governo assegurar que todo curso de qualificação também seja um aumento de formação cidadã", disse o secretário.

Também participaram do evento o secretário da Cultura, Bruno Monteiro, e a secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Ângela Guimarães.

O secretário Bruno Monteiro ressaltou que o carnaval é um momento de celebração forte da identidade cultural baiana e das liberdades, mas que vai além disso. "O Carnaval é também uma possibilidade de gerar emprego digno para as pessoas. Porque nós não queremos a Bahia sendo um destino somente em que as pessoas vêm, deixam seu dinheiro, enriquecem grandes empresários". Já a secretária Ângela Guimarães destacou a importância de valorizar cultura e cadeia produtiva do Carnaval.

"Esse projeto valoriza a produção cultural das cadeias produtivas, de quem faz o Carnaval da Bahia ser o que é, identificado e valorizado no Brasil e no mundo pelo seu diferencial, que é a marca da presença da nossa ancestralidade negra e indígena, os afoxés, blocos afro, de samba, samba reggae, de índios, que vai para as ruas, mas mobiliza a economia da Bahia o ano inteiro".

Ricardo Filho/Ascom Setre
Adereços confeccionados pela turma do curso de adereçaria cênica
Fonte/Crédito
Ricardo Filho/Ascom Setre

 

Turmas - O projeto Cidade Carnavalesca visa inserir trabalhadores e artistas na cadeia produtiva do Carnaval baiano, com geração de renda. Os cursos são voltados para pessoas com idade a partir de 18 anos que já atuam ou têm interesse em desenvolver atividades em entidades e agremiações como blocos afro, de índios, afoxés, samba, reggae e até hip hop.

O projeto prevê a formação de 30 turmas com 20 alunos(as) cada, totalizando 600 beneficiários (as). O investimento é de R$ 1 milhão do Governo da Bahia.  Novas turmas serão abertas ainda este ano.

Os cursos estão sob a coordenação do Afoxé Filhos de Gandhy, entidade vencedora do edital da Setre nº 015/2024, em parceria com outras Organizações da Sociedade Civil (OSC) e já chegaram a bairros como Sussuarana (adereçaria cênica e máscaras de Carnaval), Nordeste de Amaralina (adereçaria cênica), Plataforma (costura cênica), Cajazeiras (adereçaria, percussão e danças), Saramandaia (danças do Carnaval e percussão) e Pelourinho (percussão).

Fonte
Ascom Setre
Tags
Cidade Carnavalesca; Filhos de Gandhy
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